Encontro Internacional de Projetistas, Incorporadores e Construtores

Adriana Blay Levisky
Levisky Arquitetos Associados

Benedito Abbud
Benedito Abbud Arquitetura Paisagistica

Francisco Graziano
Pasqua e Graziano Associados

Henrique Cambiaghi
CFA Cambiaghi Arquitetura

João Eduardo Azevedo
Even

Jonas Birger
Jonas Birger Arquitetura

Jorge Königsberger
Königsberger Vannucchi Arquitetos Associados

Juan Andrés Vergara
HOK México

Luis Fernández de Ortega
HOK México

Mario Rocha Neto
Gafisa

Miriam Addor
Addor e Associados

Patricia Valadares
Tecnisa

Ricardo França
França e Associados

Roberto de Souza
CTE Centro de Tecnologia de Edificações

Salim Lamha Neto
MHA Engenharia

Abertura – A Importância do projeto para os negócios imobiliários

• Roberto de Souza – Diretor do CTE

Roberto de Souza iniciou o evento focando a necessidade de se debater a importância que o projeto passa a ter para os negócios imobiliários neste momento, principalmente pelo significativo crescimento e novas exigências do mercado, que têm gerado inúmeras pressões para todo o setor e seus profissionais.

Segundo ele, o setor, pela primeira vez em sua história, ganhou espaços nas reportagens, tomou as capas da mídia, ficou “chique” e em evidência, sendo isto resultado do crescimento surpreendente que demonstrou nos dois últimos anos. Os indicadores mostram que a aceleração continua, sendo que a previsão de investimentos no setor é de 50 bilhões de reais em 2008, o que significa ainda mais crédito, mais demanda e mais oferta.

Se de um lado esse crescimento é extremamente favorável e vitorioso para o setor, de outro tem sobrecarregado a todos – impondo novas tarefas a profissionais e empresas, que se encontram praticamente no limite de sua capacidade para responder com eficiência e agilidade a esta demanda – e também introduzido alguns riscos, que devem ser observados.

A falta de mão-de-obra qualificada tem provocado a disputa e rotatividade de profissionais capacitados, o aumento de salários e inserção no mercado de jovens profissionais inexperientes. Por conta disso, as empresas enfrentam riscos de gestão, e, por conseqüência, riscos técnicos, pois podem perder o controle do grande número de empreendimentos e obras em andamento, cujas operações estão hoje na mão de profissionais com baixa capacitação e maturidade.

Os prazos e custos estão difíceis de serem mantidos e há dificuldades na gestão de projetos e obras, o que pode comprometer a qualidade de todos os processos, visto que hoje é complicado, por exemplo, gerenciar praticamente 40 modalidades de projeto.

Como o setor está correndo o risco de perder a estabilidade de vários processos, é necessário: desenvolver programas de qualificação, desenvolvimento, motivação e remuneração variável, de forma que as empresas possam manter seus quadros e formar novos; integrar projetos, orçamentos, tecnologia construtiva, planejamento, movimentação e logística do canteiro, a fim de racionalizar e otimizar os recursos e o tempo em favor da redução de custos; desenvolver novas formas de parceria com seus fornecedores de projetos, materiais e serviços, reconhecendo neles uma função estratégica; praticar a gestão integrada, contemplando planejamento e programação da produção, controle de prazos, gestão da qualidade, segurança e meio ambiente, aliados a um forte controle de custos.

Por isso tudo, é que os projetos passam a assumir um papel estratégico para o êxito dos negócios imobiliários. A importância estratégica do projeto se dá na fase inicial – quando se define o produto e se faz o estudo de viabilidade, pois as empresas têm o desafio de conceber e lançar produtos diferenciados que agreguem valor ao cliente e gerem resultados para o investidor – e na fase de execução das obras, pois os projetos são os grandes indutores da industrialização da construção, da qualidade e produtividade e da redução dos custos, incluindo aqui além dos custos de produção, os custos de operação e manutenção ao longo da vida útil do empreendimento.

Portanto, quanto mais se detalhar o projeto, melhor, pois ele deve ser uma anteobra virtual. Para isso, pode-se usar uma ferramenta de muita valia, a metodologia do PMI – Project Management Institute, pouquíssimo utilizada no Brasil.

Com tantas tarefas pela frente, deve haver sinergia na cadeia produtiva do setor para refletir e agir. Finalizando, Souza afirmou que é preciso ouvir o que diz o mercado nesta nova fase e o que diz o mundo neste momento. E ele, como consultor, está ouvindo que a utilização de ferramentas de Gestão, TI e Sustentabilidade podem abreviar o caminho.



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