Método projeta expansão de 35%

A construtora Método projeta que vai obter, em 2014, pela primeira vez, receita equivalente acima de R$ 1 bilhão, considerando os projetos já em carteira ou cuja intenção de contratação dos seus serviços já foi sinalizada por clientes. A receita equivalente - conceito que trata do que a obra custa para o cliente - estimada para o ano é de R$ 1,13 bilhão, 35% acima dos R$ 836,26 milhões de 2013. A expansão registrada no ano passado foi de 64% ante 2012.

Os números incluem o desempenho da Método Engenharia e da Método Estruturas, empresas que, juntas, responderam por 60% da receita equivalente do Grupo Método em 2013. A Potencial Engenharia, que atua em montagem e manutenção eletromecânica para o segmento de óleo e gás, ficou com os demais 40%. "O ano passado foi o melhor da história da Método e da Potencial", diz o presidente e fundador da Método Engenharia, Hugo Marques da Rosa.

Com atuação nacional, o grupo teve receita equivalente de R$ 1,4 bilhão em 2013, 89,2% acima do ano anterior. A taxa de crescimento do Grupo Método nos últimos cinco anos foi de 26,1% ao ano. A projeção de receita equivalente para 2014 é de R$ 1,6 bilhão a R$ 1,7 bilhão. O Grupo Método encerrou 2013 com saldos de contratos em carteira a executar de R$ 2,2 bilhões.

As projeções para 2014 não consideram aquisições, mas é possível que haja negócios de compras pelo grupo nas áreas de edificações e montagem neste ano, de acordo com Rosa. Parcerias estratégicas também estão no radar. Na semana passada, a empresa fechou acordo com um parceiro internacional, cujo nome não foi divulgado, para sociedades em projetos.

O crescimento previsto para as áreas de edificações e estruturas do grupo em 2014 será puxado, principalmente, por obras de escritórios comerciais e shopping centers, principalmente, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na capital paulista, as obras da empresa no segmento de escritórios estarão mais concentradas na fase de entregas e, no Rio, há projetos nas etapas de início e conclusão.

A Método é responsável, por exemplo, pela construção da torre comercial e do shopping center que estão sendo desenvolvidos no terreno que pertenceu à família Matarazzo, na Avenida Paulista, em São Paulo. A Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) é proprietária da torre comercial, e a Cyrela Commercial Properties (CCP), do shopping.

Outro grande projeto em execução é a expansão do Hospital Sírio-Libanês (HSL), também na capital paulista. Em edificações, a Método atua também na construção para hotéis, centros de distribuição, indústrias leves e escolas. Obras residenciais possuem pequena participação na carteira de projetos. A empresa é uma das maiores construtoras do país, considerando-se as que não possuem incorporadoras e nem atuam em obras públicas.

Questionado se há preocupações com o fato de 2014 não ser um ano típico, em função da Copa do Mundo e das eleições, o executivo disse não saber "o que é um ano típico". "Em 2008, houve a crise mundial e, em 2009, os desdobramentos da crise. Nos anos eleitorais, os mercados ficam nervosos, e em 2013, houve o impacto das manifestações", diz o presidente da Método Engenharia, afirmando que 2014 "deve ser um ano bom".

Futuramente, a Método Engenharia poderá abrir seu capital em bolsa, de acordo com Rosa. "Queremos estar preparados para quando houver uma janela no mercado", afirma o executivo.

A sucessão do fundador à frente da Método está sendo preparada, e a previsão é que o processo seja concluído no próximo ano. Atualmente, não existe a figura de presidente do grupo, nome que será definido até 2015. Rosa tem 50% da Método Engenharia, e Antonio Boralli, que já foi presidente do Citibank Brasil, os demais 50% da empresa.

Por Chiara Quintão | De São Paulo

Fonte: Valor Econômico, Empresas, 24/01/14