Curtas da Construção

Procura por terreno volta a crescer em São Paulo - O mercado de terrenos passa por melhora gradual na cidade de São Paulo. "A procura tem aumentado. Os lançamentos estão vendendo bem, e algumas incorporadoras têm comprado áreas com parte do pagamento em dinheiro, além de permuta", conta Ronny Lopes, sócio da Arquimóvel, empresa que representa incorporadoras na aquisição de terrenos. A demanda por áreas começou a crescer em janeiro, foi reduzida a partir de meados de maio - após as denúncias envolvendo o nome do presidente Michel Temer - e retomada, recentemente, segundo Rodrigo Bicalho, sócio do escritório especializado em direito imobiliário Bicalho e Mollica Advogados. "As incorporadoras voltaram a procurar terrenos, mas ainda de forma oportunística", afirma o presidente da Brasil Brokers, Claudio Hermolin. (Valor, 04/09/17). Leia mais no Valor Econômico

Vacância de escritórios favorece oferta de espaços flexíveis e compartilhados - A alta taxa de vacância no mercado carioca de escritórios corporativos - mais de um terço das unidades estava vaga no fim de junho - está favorecendo o avanço das empresas que oferecem os chamados espaços de trabalho flexíveis e compartilhados. Com empresas cortando custos e devolvendo andares inteiros, cresce a oferta de escritórios virtuais e de ambientes de "coworking" em endereços de alto padrão - a multinacional Regus, por exemplo, incorporou à sua carteira em abril um andar inteiro que era ocupado pela Petrobras no complexo Ventura Corporate Towers, no Centro do Rio. (Valor, 04/09/17). Leia mais no Valor Econômico

Retomada do setor imobiliário já reduz desconto de imóveis executados - Investidores que compram imóveis executados têm que correr para realizar bons negócios. A recuperação em andamento do mercado imobiliário já começa a provocar alteração nos preços desses ativos. Hoje, o desconto praticado na compra de imóveis executados está em torno de 50%. Mas profissionais apostam que em seis meses o cenário em meio à retomada do setor imobiliário será outro e o preço ótimo de aquisição de estoques terá ficado para trás. A expectativa de melhora do setor imobiliário tem na verdade mexido com a indústria financeira há vários meses. Atualmente, existe um número superior à média de fundos de imobiliários na fila à espera de análise para registro em bolsa. Profissionais afirmam que eles somam quase R$ 1 bilhão. (O Estado de S. Paulo, 04/09/17)

Preço de imóvel cai 0,15% - Os preços de imóveis anunciados tiveram queda de 0,15% em junho ante maio, para R$ 7.668 por metro quadrado, segundo o indicador calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas (Fipe) em parceria com o portal Zap. A variação é semelhante à da inflação esperada para o mês. O levantamento do Índice FipeZap abrange imóveis de 20 cidades. (Valor, 05/09/17). Leia mais no Valor Econômico

CBIC prefere regras para distratos por súmula do STF - O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, avalia que a regulamentação dos distratos por meio de súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) é preferível em relação a ocorrer por medida provisória (MP). "A súmula daria conta de resolver o passado, os estoques e processos já existentes", disse. Já a regulamentação por meio de medida provisória valeria apenas para os novos contratos. Martins ressalta que a questão das rescisões de vendas precisa ser regulamentada. "Se não for criado um mecanismo que garanta segurança financeira em relação aos distratos, teremos dinheiro da poupança, da LIG [Letra Imobiliária Garantida] e clientes em 2018, mas não haverá bancos interessados no financiamento", afirma o presidente da CBIC. (Valor, 05/09/17). Leia mais no Valor Econômico

Abrainc lança vídeo sobre a importância em se regulamentar a questão dos distratos - A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) lançou essa semana um vídeo, em seu canal no Youtube, reforçando a importância na regulamentação sobre a questão dos distratos. O vídeo, de pouco mais de 1 minuto, explica o impacto do distrato em todo setor imobiliário, desde o planejamento de uma obra aos diversos empregos diretos e indiretos dos envolvidos. Clique aqui e assista. (Ademi-RJ, 05/09/17)

Nova letra imobiliária é positiva para banco, diz Moody's - A regulamentação da Letra Imobiliária Garantida (LIG), versão brasileira do "covered bond", é positiva para os bancos locais, pois cria uma alternativa de funding de longo prazo para financiar o setor imobiliário, afirmou a agência Moody's ontem em relatório. Segundo a agência, a LIG vai melhorar a liquidez dos bancos quando comparada com os recursos da poupança ou letra de crédito imobiliário (LCI). "Nós esperamos que os prazos da LIG cresçam ao longo do tempo, à medida que o crescimento econômico do Brasil se prove sustentável, com os vencimentos se aproximando gradualmente da média de 11 anos de uma hipoteca no Brasil", diz a agência. (Valor, 05/09/17). Leia mais no Valor Econômico

RBR lança fundo de fundos imobiliários - A gestora de ativos imobiliários RBR Asset Management está lançando seu primeiro fundo, o RBR Alpha, um fundo de fundos com cotas que serão negociadas na B3. O fundo, que pretende captar até R$ 60 milhões, vai investir em cotas de outros fundos, e terá a administração do BTG Pactual. O líder da distribuição será a XP Investimentos. O preço de lançamento das cotas será de R$ 100, e os negócios se iniciam a partir de 14 de setembro. (IstoÉ Dinheiro, 05/09/17)

Reativar a construção - O desempenho negativo do PIB no segundo trimestre reforçou a necessidade da retomada dos investimentos em infraestrutura e habitação popular, para a geração de empregos e a retomada sustentada do crescimento. Sinalizações promissoras têm sido feitas. O Planalto anunciou o ingresso de 57 novos projetos no Programa de Parcerias de Investimento para arrecadar R$ 44 bilhões. O Banco do Brasil analisa liberar até R$ 50 bilhões em créditos para 18 projetos de infraestrutura. E tem atuado para que os bancos privados garantam as emissões de debêntures das concessões. O Ministério das Cidades trabalha no incremento das construções de moradias da faixa 1 do Programa Minha Casa, Minha Vida, destinadas a famílias com renda familiar mensal de até R$ 1.800. A construção de apenas 4,3 mil dessas moradias foi contratada no primeiro semestre de 2017. Na semana passada, foi regulamentada a Letra Imobiliária Garantida (LIG), mais uma fonte de financiamento para o setor. Essas ações positivas, entretanto, deverão começar a produzir efeitos a partir de 2018 e com mais força, em 2019. Medidas extraordinárias se fazem necessárias para reativar a a atividade da cosntrução o quanto antes, como a retomada de obras paradas e o destravamento do crédito. Serão levadas ao governo em 12 de setembro, por entidades de trabalhadores e de empregadores, entre as o SindusCon-SP. (Folha de São Paulo, Janela Sinduscon, 03/09/17)

Juros devem cair e derrubar a poupança - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central inicia hoje a reunião de dois dias que vai definir o novo nível da Selic (a taxa básica de juros da economia), atualmente em 9,25% ao ano. Com os índices de inflação acomodados e a atividade ainda em marcha lenta, a expectativa dos economistas do mercado é de mais um corte de 1 ponto porcentual da taxa, para 8,25% ao ano. Entre 54 instituições financeiras consultadas pelo Projeções Broadcast, todas esperam por um corte desta magnitude nesta quarta-feira, quando termina o encontro do Copom. Os 8,25% para a Selic, se confirmados, representarão a menor taxa de juros desde julho de 2013, quando estava em 8% ao ano. O corte de 1 ponto porcentual da Selic vai disparar o gatilho de mudança na remuneração das cadernetas de poupança. Pelas regras atuais, quando a Selic for igual ou menor que 8,5% ao ano, a remuneração da poupança corresponde a 70% da taxa básica. Com a Selic acima de 8,50% – o que se vê até agora -, a poupança é corrigida pela taxa referencial (TR) mais 0,5% ao mês. O mecanismo que vincula a poupança à Selic não é utilizado desde o segundo semestre de 2013. Criado durante o governo de Dilma Rousseff , essa regra serve para evitar a transferência em massa de recursos atualmente aplicados em fundos de renda fixa para a caderneta. Isso foi feito porque a queda da Selic torna estes fundos menos atrativos que a poupança. Uma migração poderia quebrar a indústria de fundos. Nos comunicados mais recentes do Banco Central, as sinalizações também foram no sentido de continuidade no ritmo de corte da Selic, de 1 ponto porcentual. Porém, as preocupações em torno do andamento das reformas no Congresso – em especial, a da previdência – ainda permanecem. (Isto É, 05/09/17)

Gordo - A expectativa de melhora do setor imobiliário tem mexido com a indústria financeira há vários meses. Atualmente, existe um número superior à média de fundos de investimento imobiliário na fila à espera de análise para registro em bolsa. Profissionais afirmam que eles somam quase R$ 1 bilhão. (O Estado de S. Paulo, 03/09/17)

Chinesa CCCC vai investir em terminal de grãos em SC - A China Communications Construction Company (CCCC) vai fechar mais um negócio no setor portuário brasileiro. O conglomerado irá assinar um memorando de entendimentos com o Fundo de Investimentos em Participações em Infraestrutura Anessa para construção conjunta do Terminal Graneleiro da Babitonga (TGB), um projeto privado em São Francisco do Sul (SC), apurou o Valor. (Valor, 01/09/17). Leia mais no Valor Econômico

A cada assalto, desconto no IPTU - Prevista para hoje na Câmara de Vereadores, a segunda votação do projeto que atualiza a fórmula de cálculo do IPTU terá, entre as 102 emendas apresentadas, uma que prevê descontos progressivos e até a isenção do imposto em decorrência da violência que assola a cidade. A proposta promete esquentar o debate no plenário do Palácio Pedro Ernesto, inclusive entre os próprios autores da iniciativa. De acordo com o texto, imóveis localizados em "áreas de risco", definidas a partir de dados oficiais dos órgãos de segurança pública, seriam isentos do pagamento. (O Globo, 05/09/17)

No Shoptime - O Grupo Brasil Brookers vai lançar, neste mês, uma campanha que vai incluir até programa pelo canal de TV Shoptime, que inclui a venda de imóveis na sua grade pela primeira vez. O Imóvel Time vai anunciar a venda de unidades novas, com a participação de 11 incorporadoras do Rio. São elas: Avanço, CTV, Even, Fmac, Fernandes Araujo, Gafisa, JoãoFortes, Mozak, Odebrecht, Queiroz Galvão e Tegra. A ideia é tentar driblar a crise, ajudando a negociar o número expressivo de unidades prontas e em construções. As exibições no Shoptime serão transmitidas a partir de 14 de setembro e terão uma hora de duração nos canais 29 da Net, 19 da Sky, 78 da Oi TV e parabólica. "O Shoptime é reconhecido por oferecer sempre a melhor oportunidade de compra. Nada mais estratégico que fechar essa parceria com o canal para vender os nossos produtos", comenta André Dumbrosck, gerente-geral de marketing da Brasil Brokers. Durante a ação, os interessados terão várias facilidades para realizar a compra do imóvel: utilizar o carro como forma de pagamento, benefícios para decorar e mobiliar a casa nova como um voucher de até R$ 5 mil para compras no canal, além das vantagens que já são ofertadas pelos próprios incorporadores para os respectivos empreendimentos (como móveis planejados e linha branca). (O Dia, 04/09/17)

Energia solar financiada - A BV Financeira lançou parceria com o Portal Solar e será a financiadora dos clientes do site interessados em comprar um sistema de energia solar de placas fotovoltaicas. Os financiamentos, com taxas a partir de 1,56% ao mês, são voltados apenas às pessoas físicas que pretendem adquirir um equipamento de energia solar. O valor mínimo da operação é de R$ 5 mil. Os prazos de pagamento variam entre 12 e 60 meses. Em sua primeira versão, o financiamento será pré-fixado e cobrirá o sistema de energia, não englobando a mão de obra da instalação. A estimativa é que o investimento no sistema fotovoltaico de uma casa padrão gire em torno de R$ 24 mil e o retorno, por meio da economia de energia, aconteça em cerca de cinco anos. (O Globo, 03/09/17)

Congresso de arquitetura - Entre 7 e 10 de outubro, o Rio receberá a II Conferência Nacional de Arquitetura e Urbanismo, promovida pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR). O objetivo é aproximar os arquitetos e urbanistas da sociedade para debater temas relevantes para o setor e as políticas de orientação, disciplina e fiscalização da profissão. O evento é gratuito. (O Globo, 03/09/17)

Como Gatsby - Talvez não exista um milionário da ficção com tanto charme quanto Jay Gatsby, o protagonista criado pelo escritor americano F. Scott Fitzgerald em O Grande Gatsby. Reproduzir na vida real o estilo de vida e a presença misteriosa do personagem, vivido no cinema por Robert Redford e Leonardo DiCaprio, é bastante difícil. Mas não deve existir oportunidade melhor para começar do que comprar a mansão que inspirou a de Gatsby no livro. Localizada no endereço 235 Middle Neck Road, em Sands Point, Nova York, a propriedade foi adquirida em 1923 por Mary Harriman Rumsey, filha do magnata das ferrovias EH Harriman, e agora está à venda por US$ 16,9 milhões. Rumsey e Fitzgerald eram amigos, e ele passou um período na casa. O desenho em estilo da Normandia foi feito pelo histórico escritório de arquitetura McKim, Mead and White, responsável também pelas alas leste e oeste da Casa Branca, pelo Brooklyn Museum e pela Pennsylvania Station, ambos em Nova York. (Isto É Dinheiro, 05/09/17)

Crise na construção civil deixa indústria fora da recuperação - Investimentos invertem tendência que já durava seis trimestres e passam a cair em rimo maior A recuperação da economia no segundo trimestre alcançou o consumo e os serviços, mas ainda deixou de fora o setor industrial. O consumo cresceu 1,4%, e os serviços, o outro lado da melhora de renda da população, subiram 0,6%. Mas, contaminado pelo desempenho bastante negativo da construção civil, o setor industrial recuou 0,5% no trimestre, ante os primeiros três meses do ano. Na comparação com o mesmo período de 2016, a queda foi de 2,1%. A construção recuou 2% no segundo trimestre, em relação ao primeiro trimestre -sexto tombo consecutivo. O setor está sendo afetado pelo menor número de obras públicas, em meio a um ajuste nas contas do governo, e pelo impacto da Operação Lava Jato sobre as construtoras. Também sente o efeito da lentidão nas vendas no setor imobiliário, envolto em aumento dos distratos de consumidores que decidiram devolver os imóveis. (Folha de São Paulo, 03/09/17)