Curtas da Construção

Cyrela prepara safra de R$ 700 mi em imóveis de grife - De olho nos consumidores de altíssima renda, pouco suscetíveis aos efeitos da crise econômica, a Cyrela Brazil Realty se prepara para anunciar uma nova safra de prédios no segmento de luxo. Até o fim de 2018, a companhia planeja lançar cinco empreendimentos de arquitetura de grife, acabamentos de alto padrão e localização nobre. Serão três em São Paulo, um em Porto Alegre e um no Rio de Janeiro, com valor geral de vendas total próximo de R$ 700 milhões, com base nos dados de tamanho e preço médio do metro quadrado dos imóveis. “Buscamos as novidades nos campos da arquitetura, da funcionalidade e do estilo de vida”, afirma o copresidente da Cyrela, Efraim Horn, que divide a presidência com o irmão Raphael, ambos filhos do fundador, Elie Horn. O primeiro lançamento da nova série, batizado de Float, ocorrerá até novembro, no Itaim, em São Paulo. Outro projeto ficará na Barra da Tijuca, no Rio. O valor dos apartamentos dessa nova safra começa em R$ 800 mil, para unidades de um dormitório, e vai até cerca de R$ 5 milhões. Os novos edifícios darão continuidade às parcerias da Cyrela com o escritório britânico Yoo Studio e o italiano Pininfarina, que são referências globais em design e assinaram três projetos arquitetônicos da incorporadora desde 2015. A encomenda de cada projeto sai na faixa de US$ 5 milhões a US$ 10 milhões. “Já a obra custa o dobro”, aponta Efraim. O primeiro prédio de luxo feito pela empresa foi o Pininfarina, em 2015, com valor médio de R$ 1,5 milhão. O empreendimento vendeu 64 das 92 unidades. Em agosto de 2016, veio o One Sixty, com apartamentos de R$ 8 milhões, sendo 18 de 55 (33%) já vendidos.Em fevereiro deste ano foi a vez do Heritage, com 31 apartamentos e valores em torno de R$ 15,4 milhões cada, dos quais 9 já comercializados (29%). “É um nível de vendas que superou as nossas expectativas”, conta Efraim. (Estadão Conteúdo, 07/09/17)

Emissão da Tenda - A construtora Tenda prepara uma emissão de até R$ 270 milhões em certificados de recebíveis imobiliários (CRI), contando com a colocação dos lotes extras. Os títulos terão vencimento em janeiro de 2021 e remuneração correspondente a 100% do CDI mais 0,9% de spread. Os CRI serão lastreados em créditos imobiliários decorrentes de 270 mil debêntures. (Valor, 11/09/17). Leia mais no Valor Econômico

Glamour - A incorporadora Cyrela Brazil Realty inaugurou sua primeira loja, no Shopping Iguatemi JK. O objetivo é reforçar a associação de seu nome ao mercado de luxo, iniciativa que antecede o lançamento de uma nova série de edifícios para as classes A e AAA, onde o metro quadrado será negociado em torno de R$ 20 mil. Em São Paulo, a média do metro quadrado de imóveis residenciais é de R$ 8,8 mil. O espaço funcionará como um local de eventos, degustação de bebidas e exposição de mobílias, eletrônicos, esculturas e peças diversas, ao lado de maquetes de empreendimentos renomados da Cyrela. Quem visitar o local encontrará, por exemplo, uma Ferrari modelo F12 Berlinetta, desenhado pelo estúdio italiano Pininfarina, que também assina o projeto arquitetônico de um dos lançamentos. (O Estado de S. Paulo, 06/09/17)

Árvore solar - A MRV Engenharia e a Alsol acabaram de instalar em Belo Horizonte a primeira árvore solar para recarregar celulares e uso de wifi grátis por meio de uma técnica que capta radiação solar e transforma essa energia em eletricidade. A árvore lembra uma palmeira e será capaz de realizar o carregamento com até seis dispositivos por vez. (O Dia, 10/09/17)

Viver propõe a credor plano para a conversão de dívidas - A Viver Incorporadora apresentou novo plano de recuperação judicial, no qual está prevista a entrega de praticamente 100% das ações da companhia aos credores para pagamento das dívidas. Atualmente, a Viver tem 4 milhões de ações. Considerando passivos de R$ 1 bilhão da companhia e o preço por ação considerado de R$ 1,98, será necessário emitir até cerca de 500 milhões de papéis. Com isso, a Viver passaria a ter até 504 milhões de ações, diluindo os atuais acionistas em cerca de 99%, caso não exerçam o direito de preferência na subscrição dos papéis. (Valor, 08/09/17). Leia mais no Valor Econômico

Incorporadoras devem ter que mudar registro de receita - O martelo ainda não foi batido. Mas oito anos após flertarem com essa possibilidade, as incorporadoras imobiliárias brasileiras estão bem próximas de ter que mudar, a contragosto, a forma de reconhecer a receita da venda de imóveis na planta para clientes de classe média e classe média alta, que deixaria de ser feita ao longo da obra (em um método conhecido como POC) para o momento da entrega das chaves. A decisão deve vir de Londres, numa reunião do comitê de interpretações do Iasb (órgão que edita as normas contábeis IFRS) marcada para a próxima terça-feira. Mas a tendência maior é de mudança, já que o parecer da área técnica desse comitê, diante das análises realizadas - e com o tratamento dos distratos tendo peso relevante na avaliação -, foi de que "a entidade deve reconhecer a receita em um único momento no tempo". (Valor, 08/09/17). Leia mais no Valor Econômico

Desembargadores fixam teses favoráveis às incorporadoras - A Turma Especial de Direito Privado 1 do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) aprovou sete teses jurídicas que impactam o mercado imobiliário e deverão ser aplicadas pelos magistrados do Estado. As teses são fruto do julgamento de um Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR), realizado na quinta-feira. O acórdão foi publicado dia 05/09. Do total, somente uma é desfavorável às incorporadoras. A tese mais relevante para o setor é a que determina ser válido o prazo de tolerância de atraso de entrega de imóvel em construção de até 180 dias corridos, se esse prazo for estabelecido de forma clara e expressa no compromisso de compra e venda. (Valor, 06/09/17). Leia mais no Valor Econômico

TJ-SP entende que investidores devem ter tratamento diferente em distratos - Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) deram uma nova interpretação às discussões envolvendo os distratos - quando o cliente pede a rescisão do contrato de compra e venda de um imóvel na planta. Eles diferenciaram a situação dos que adquirem o bem para investimento daqueles que fecham negócio para uso próprio. Para os magistrados, o tratamento não pode ser o mesmo. Especialmente nas ocasiões em que o vendedor não teve culpa pela desistência do negócio e o comprador discorda sobre os percentuais estabelecidos para a devolução dos valores que já haviam sido pagos. (Valor, 06/09/17). Leia mais no Valor Econômico

Opções de financiamento direto com a construtora - As construtoras têm promovido várias ações para vender seus estoques em tempos de crise. Atualmente, só reduzir o preço das unidades e dar descontos não são suficientes. Algumas também voltaram a fazer o papel dos bancos, ou seja, financiar os imóveis - movimento que aconteceu no passado, quando as instituições financeiras não investiam no crédito imobiliário. Para reaquecer as vendas no mercado imobiliário carioca, a MDL, por exemplo, está com a campanha de financiamento direto para empreendimentos comerciais e residenciais. O objetivo é criar oportunidade de compra com facilidades de financiamento, uma vez que o crédito habitacional está escasso. "É uma medida positiva. As construtoras precisam vender seus imóveis de maneira mais rápida para girar receita, fazer o mercado imobiliário esquentar novamente. Com o financiamento direto as construtoras ganham esta agilidade. Hoje, o mercado tem mais ofertas, boas oportunidades, um cenário propício para a retomada", avalia Leonardo Schneider, vice-presidente da Secovi Rio (Sindicato da Habitação). No Boulevard 28 Offices, em Vila Isabel, da Tao Empreendimentos, as salas custam a partir de R$ 199 mil e podem ser pagas em até 12 anos (144 meses) direto com a construtora. A Even também oferece unidades com preços diferenciados no Recreio dos Bandeirantes e ainda facilidades como financiamento direto com a construtora. Segundo o diretor geral da Sawala Imobiliária, Edson Pires, no mercado atual, o financiamento direto não é uma regra. "Não vemos a escassez de financiamento por parte dos agentes tradicionais do mercado financeiro, inclusive, as taxas de juro baixaram recentemente, o que está ocasionando um aumento significativo na facilidade da compra do imóvel. Existem sim, alguns casos, onde a construtora oferece a tabela direta para clientes, que por algum motivo, não se encaixam no perfil do financiamento bancário"" explica Pires. (O Dia, 10/09/17)

Mapa turístico muda com VLT e novo Porto - A revitalização da Zona Portuária e a implementação do VLT no Centro do Rio mudaram os hábitos de turistas que chegam à cidade de navio. Visitantes que antes davam preferência a cartões-postais como Copacabana, Cristo Redentor e Pão de Açúcar agora incluem na agenda as atrações da região. Em um ano, o número de pessoas que usam o transporte público quadruplicou entre os que desembarcam no terminal do Píer Mauá. O percentual saltou de 4%, na temporada de cruzeiros de 2015/2016, antes de o sistema entrar em operação, para 16% (no período 2016/2017). (O Globo, 08/09/17)
 
IPTU: maior impacto com nova lei será para isentos da Zona Sul do Rio - Um dia após a aprovação na Câmara Municipal de um projeto de lei que modifica as regras do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), o vereador Paulo Messina (PROS), líder do governo na Casa, estimou que o maior impacto será para contribuintes que moram em imóveis isentos na Zona Sul, como os próximos a áreas consideradas de risco, e que, com a mudança, terão que pagar os tributos. Donos de imóveis antigos, tanto na Zona Sul como no Centro, vão ter o valor a pagar revisto, porque o valor venal (que corresponde a um quarto do preço de mercado) estava desatualizado. (O Globo, 08/09/17)

Solidariedade na rede hoteleira - A Associação de Hotéis do Estado do Rio de Janeiro (ABIHRJ), em parceria com a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH), mobilizou seus associados para pensar soluções para a cidade. A partir de conversas com a prefeitura e associações de moradores de bairros da Zona Sul, como Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, a ABIH-RJ elaborou amplo projeto, liderado pelo vice-presidente José Domingo Bouzon, de captação de doações e esforços para atender a cinco demandas: promoção de limpeza dos espaços públicos, melhoria da iluminação pública e das podas das árvores e preservação e padronização dos canteiros nas calçadas, além de ações sociais de apoio às pessoas em situação de rua. (O Globo, 07/09/17)

Camargo Corrêa vai fazer IPO da Loma Negra em NY - O grupo empresarial Camargo Corrêa entrou no dia 05/09 com pedido de abertura de capital da cimenteira Loma Negra, da Argentina, na Bolsa de Nova York. O prospecto foi protocolado no início da noite na Securities and Exchange Comission (SEC), a CVM americana. Além do mercado de capitais americano, a oferta de papéis será estendida na bolsa argentina, segundo informaram fontes a par da operação. (Valor, 06/09/17). Leia mais no Valor Econômico

30 milhões de Singapura - O fundo Temasek, de Singapura, investiu 30 milhões de dólares na Neoway, empresa brasileira de consultoria e análise de dados. É a terceira rodada de investimentos da empresa, que pretende usar os recursos para abrir escritórios na América Latina e ampliar a atuação internacional. (Exame, 11/09/17)

Mais fundos de imóveis - O banco Ourinvest deve voltar a lançar fundos que investem em empreendimentos imobiliários. Os dois primeiros estão programados para sair até dezembro. O plano é captar cerca de 500 milhões de reais para investir principalmente em imóveis comerciais. O Ourinvest vendeu sua participação na empresa financeiro-imobiliária Brazilian Finance & Real Estate ao banco BTG Pactual em 2011. (Exame, 11/09/17)
 
Venda interna de cimento cai 0,9% em agosto, na comparação anual – As vendas internas de cimento totalizaram cinco milhões de toneladas em agosto, com recuo de 0,9% na comparação anual, de acordo com dados preliminares do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic), e confirmaram a tendência de desaceleração da queda verificada neste ano. Na comparação por dia útil, a baixa também foi de 0,9%, mas houve alta de 0,1% frente a julho. Conforme o sindicato, no acumulado de janeiro a agosto, as vendas de cimento no mercado interno ficaram em 35,7 milhões de toneladas, 8% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Em 12 meses até agosto, totalizaram 54,3 milhões de toneladas, baixa de 8,8%. Em nota, o presidente do Snic, Paulo Camillo Penna, ressalta que os resultados até agosto mostraram leve melhora na comparação com o acumulado até julho. "Algumas medidas de incentivo à construção tomadas pelo governo federal nos últimos meses, mesmo não tendo colocado o setor cimenteiro na trajetória de crescimento, pelo menos vêm reduzindo o tamanho da queda", afirma. O Snic reiterou a previsão de queda em torno de 7% nas vendas em 2017, mantendo o intervalo de baixa de 5% a 9% diante da elevada volatilidade no cenário político. Para 2018, a expectativa é de estabilidade ou alta de 1% nas vendas. (UOL, 11/09/17)

Índice de Contrução Civil desacelera em agosto, segundo IBGE - A inflação medida pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) subiu 0,23% em agosto, após um alta de 0,58% em julho, informou nesta quarta-feira (6) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador acumula agora alta de 4,24% em 12 meses e de 2,7% no ano. O custo nacional da construção por metro quadrado foi de R$ 1.055,18, dos quais R$ 537,12 foram relativos aos materiais e R$ 518,06 relativos à mão de obra. Em julho, esse custo nacional totalizava R$ 1.052,75. (UOL, 07/09/17)

Santander dá ênfase a crédito imobiliário à espera de retomada - O presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial, afirmou que o banco está se posicionando de "forma muito contundente" com ofertas de crédito sob expectativa de recuperação da economia, especialmente no segmento imobiliário. "Estamos nos posicionando já, principalmente no crédito imobiliário, em algo que efetivamente ainda não aconteceu. Estamos oferecendo uma alternativa a uma série de consumidores de sair de um crédito imobiliário de dois dígitos e vir para o Santander para se financiar a 9,49% [ao ano]. São coisas absolutamente concretas", disse Rial. (Valor, 06/09/17). Leia mais no Valor Econômico

Bancos cortam juros após redução da Selic para 8,25% - O Itaú Unibanco informou que repassaria integralmente corte de 1 ponto percentual da Selic para seus clientes a partir do dia 13 de setembro. A redução atinge as taxas de empréstimo pessoal e cheque especial cobradas da pessoa física. Para micro e pequenas empresas, os cortes afetam as taxas do produto capital giro e cheque especial. Bradesco e Santander também vão aplicar um corte de 1 ponto em suas linhas de crédito. Com isso, a taxa mínima do crédito pessoal do Santander cai para 1,69% ao mês. Já a taxa mínima de financiamento de veículos passou para 1,12% ao mês. As taxas de crédito pessoal já estão em vigor nas agências e demais canais de relacionamento do Santander. As novas taxas para financiamento de veículos começam a valer amanhã. O Banco do Brasil vai reduzir o juro do crédito imobiliário das linhas do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e de carteira hipotecária a partir de segunda-feira. (Veja Online, 08/09/17)

Confirma-se a recuperação da poupança - Em agosto, as cadernetas de poupança dos agentes financeiros do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) registraram uma captação líquida de R$ 1,64 bilhão, 49% superior à de julho e segundo melhor resultado de 2017, só superado pelas entradas de R$ 4,87 bilhões verificadas em junho. Embora os ingressos líquidos no SBPE ainda sejam negativos em R$ 5,44 bilhões entre janeiro e agosto, já se pode prever que o ano fechará com um saldo positivo, influenciado pelo comportamento do mês de dezembro, sazonalmente o mais favorável para os depósitos de poupança, inclusive nos períodos mais agudos da recessão, como 2015 e 2016. Incluídos os dados das cadernetas verdes do Banco do Brasil, cujos recursos se destinam à área rural, o avanço líquido da captação atingiu R$ 2,14 bilhões em agosto, mas ainda é negativo em R$ 7,81 bilhões neste ano. O estoque total dos recursos captados via cadernetas é de R$ 686,99 bilhões, dos quais R$ 533,69 bilhões do SBPE se destinam majoritariamente ao crédito habitacional. A recuperação das cadernetas de poupança ocorre após dois anos de saques substanciais no SBPE, que alcançaram R$ 50,14 bilhões em 2015 e R$ 31,22 bilhões no ano passado. São recursos que fizeram falta para conferir dinamismo ao crédito imobiliário, cujas operações baseadas nas cadernetas caíram 33% em 2015 e 38% em 2016, só iniciando leve retomada em julho. O impacto da recessão sobre o crédito habitacional pode ser medido pela diminuição do número de imóveis financiados pelo SBPE - de 538 mil em 2014 para 341 mil em 2015 -, chegando a menos de 200 mil unidades em 2016. Para este ano, as expectativas são de uma estabilização em níveis baixos, prevendo-se recuperação mais nítida apenas no ano que vem. O comportamento das cadernetas depende do estado da economia, da renda dos poupadores e da competitividade da aplicação comparativamente às demais modalidades. Nos três quesitos as perspectivas parecem ser razoáveis para as cadernetas, pois a economia dá sinais cada vez mais claros de reação, o poder de compra dos salários - e dos demais rendimentos dos trabalhadores - vem sendo mais bem preservado e a queda acentuada da taxa Selic retira, em parte, as vantagens dos fundos de renda fixa e dos papéis do Tesouro Direto em relação às cadernetas de poupança. (O Estado de S. Paulo, 10/09/17)

Mercado espera expansão maior da economia em 2017 e 2018, traz Focus - Os analistas do mercado financeiro seguem melhorando suas expectativas para o desempenho da economia e elevaram, pela terceira semana, a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. Segundo o boletim Focus, a estimativa passou de expansão de 0,50% para 0,60%. Para 2018, a mediana de expectativas - que estava estacionada há 9 semanas em 2% - subiu para 2,10%. O mercado passou a elevar a projeção para o crescimento da economia após o resultado favorável do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre. A alta de 0,2% sobre os três primeiros meses do ano levou até mesmo a equipe econômica do governo a rever suas estimativas. Cálculos iniciais já apontam que a perspectiva oficial deve passar de aumento de 0,5% para 0,7%. (Valor, 11/09/17). Leia mais no Valor Econômico

China já investiu R$ 60 bilhões na compra de empresas no Brasil desde 2015 - De cada R$ 10 que entraram no País para comprar uma empresa ou um ativo nacional nos últimos 30 meses encerrados em junho, R$ 3 vieram da China. O avanço dos chineses sobre o Brasil nesse período chegou a R$ 60 bilhões e, com um fôlego extra nos últimos meses, eles se tornaram os maiores investidores estrangeiros em fusões e aquisições, ultrapassando os americanos. No ano passado, os chineses aplicaram R$ 23,96 bilhões na compra de ativos no Brasil, quase 80% a mais que os R$ 13,4 bilhões injetados pelos americanos. No primeiro semestre de 2017, a tendência se repetiu: R$ 17,8 bilhões dos orientais e R$ 12,3 bilhões dos ocidentais, segundo dados da TTR. Para executivos de bancos, o movimento chinês em 2017 será tão ou mais intenso que no ano passado. "Nada indica uma diminuição do apetite deles por investimento no Brasil. Eles devem continuar como atores relevantes em 2017 e 2018", afirma Bruno Amaral, sócio do BTG. Apesar de a maioria das transações fechadas pelos orientais se concentrar em energia - 97% do volume aportado no primeiro semestre de 2017 -, já há indícios de uma diversificação nos segmentos econômicos. Infraestrutura, por exemplo, é um dos setores que devem voltar a ganhar espaço. Em 2011, 33% dos recursos envolvidos nas operações foram para essa área, mas, depois, esse número recuou e chegou a 2% no ano passado, segundo a A.T. Kearney. Um exemplo da retomada dos chineses em infraestrutura foi a aquisição de 90% do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), anunciada na semana passada pela estatal China Merchants Port Holding (CMPorts), por R$ 2,9 bilhões. "Vemos os investimentos chineses acontecendo em ondas. Primeiro, eles entraram em recursos naturais, depois energia e agora infraestrutura, principalmente portos e aeroportos", diz Greenlees. Segundo o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Charles Tang, os chineses pretendem crescer nos setores financeiro, de saneamento e ainda mais no energético. "Temos uma empresa que nos pediu para ver a possibilidade de o governo fazer um leilão de energia de lixo." Uma fabricante de cabos para transmissão de energia também analisa o País, diz Tang. (A Tarde, 11/09/17)

Argentina dá sinais de recuperação puxada por construção e obras públicas - Depois de um primeiro ano duríssimo, que terminou com queda de 2,2% do PIB, nos últimos três meses, o governo do presidente da Argentina, Mauricio Macri, respirou aliviado. A economia, finalmente, começou a mostrar sólidos sinais de recuperação, destacados recentemente pelo diretor do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), Alejandro Werner. Em visita ao país, Werner assegurou que, em 2017, a Argentina terá um dos crescimentos "mais altos da região". Impulsionada, principalmente, pelo setor da construção, a reativação econômica argentina permitiria ao país, segundo analistas e organismos internacionais, fechar o ano com variação positiva do PIB de até 3%. (O Globo online, 08/09/17)