Curtas da Construção

OR tenta voltar à cena no mercado imobiliário do país - A OR Empreendimentos e Participações - nome adotado pela incorporadora do grupo Odebrecht desde ontem - se prepara para seu novo ciclo imobiliário, com início esperado para 2019. Em junho, a empresa fez seu primeiro lançamento desde julho de 2015, um loteamento com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 100 milhões, único projeto deste ano. Para 2018, a projeção é lançar empreendimentos na faixa de R$ 600 milhões a R$ 800 milhões e, para 2019, chegar ao patamar de R$ 1 bilhão a R$ 1,2 bilhão. (Valor, 22/11/17). Leia mais no Valor Econômico

Empreiteiras pedem chance de retomada - Com as carteiras de obras mais magras do que nunca, empreiteiras investigadas na Lava-Jato avaliam que já fizeram a lição de casa e defendem medidas para a retomada da construção pesada, mergulhada em seu pior momento e sem perspectiva de recuperação a curto prazo. Segundo as empresas, isso depende mais da reativação econômica e priorização de investimentos públicos e privados em infraestrutura do que delas próprias. (Valor, 22/11/17). Leia mais no Valor Econômico

Grupos brasileiros perdem espaço no mercado externo - Diante da crise brasileira, a fatia das empresas de construção pesada do país no mercado de infraestrutura da América Latina e África - onde tinham maior presença - caiu de 2,4%, no auge, em 2012, para 1% em 2016. Em 2012, os grupos faturaram US$ 12,9 bilhões com exportação de serviços de engenharia. No ano passado, o valor caiu para US$ 4,6 bilhões. (Valor, 22/11/17). Leia mais no Valor Econômico

CCR: Licitações no Chile e na Argentina estão no radar em 2018 - A CCR avalia disputar "um conjunto de ativos" no Chile que vencem agora, disse o presidente da divisão da CCR Rodovias BR, José Braz, durante o CCR Day, evento para investidores, nesta quarta-feira (22). Ele não especificou quais rodovias são. O executivo disse também que, em 2023, começam a vencer no Chile concessões "bastante relevantes que nos interessem olhar de perto". Também na Argentina haverá licitação, ainda em 2018, de rodovias. "Estamos estudando". (Valor, 22/11/17). Leia mais no Valor Econômico

Conselho da PDG convoca assembleia de credores para votar novo plano de recuperação - O Conselho de Administração da PDG Realty autorizou a diretoria da empresa a submeter minuta do plano de recuperação judicial para avaliação de credores em assembleia inicialmente convocada para esta quarta-feira e, caso não haja quórum, para 30 de novembro, conforme ata de reunião divulgada na noite de terça-feira. A incorporadora teve o seu pedido de recuperação judicial deferido pela justiça em 2 de março. Após apresentar uma versão inicial do plano em 7 de junho, a PDG realizou uma série de ajustes negociados com os principais credores e apresentou um novo plano na sexta-feira passada. (Reuters, 22/11/17)

GP Investments conclui venda de hotéis da BHG para Accor - A gestora de recursos GP Investments informou nesta terça-feira que o fundo controlado por ela LA FIP vendeu participação da rede hoteleira BHG em 17 hotéis para a francesa Accor. Segundo o comunicado, a Accor também comprou a LEBSPE, administradora dos hotéis The Capital São Paulo Itaim e Grand Plaza São Paulo Jardins (São Paulo); Soft Inn São Luis (Maranhão) e Hotel Presidente Uberlândia (MG). A BHG investirá cerca de 300 milhões de reais nos próximos quatro anos, na renovação das 17 unidades que progressivamente receberão as bandeiras da Accor, acrescentou o comunicado. A AccorHotels fechou em março acordo para assumir a gestão de 26 hotéis no Brasil que estavam sob administração da BHG, numa operação avaliada em 200 milhões de reais. (Reuters, 22/11/17)

Enel vai investir R$ 7 bi no Brasil - Após comprar a distribuidora goiana Celg e a hidrelétrica mineira de Volta Grande, a elétrica italiana Enel prevê investir € 1,8 bilhão (o equivalente a cerca de R$ 7 bilhões) no Brasil nos próximos três anos. O valor, que representa pouco mais de 10% do investimento global do grupo para o período (€ 14,6 bilhões), não inclui potenciais novas aquisições de ativos no país. Na mira estão distribuidoras da Eletrobras e o controle da Light, distribuidora que atende a região metropolitana do Rio de Janeiro e que tem potencial de sinergia com a vizinha Enel Distribuição Rio (antiga Ampla Energia), dos quais a companhia manifestou interesse. (Valor, 22/11/17). Leia mais no Valor Econômico

Contra as expectativas - O nível de emprego na construção civil teve a terceira variação positiva seguida em setembro, segundo o Sinduscon-SP (do setor). Na prática, houve estabilidade porque o estoque de mão de obra subiu 0,02%. Ainda assim, o resultado contrariou as expectativas, afirma José Romeu Ferraz Neto, presidente da entidade. "Não há nada substancial para apontarmos uma melhora. A variação é ínfima perto do contingente de 2 milhões de empregos do setor, mas pelo menos não é negativa." Algumas áreas, como o mercado imobiliário e de incorporação de imóveis, ainda têm apresentado queda, segundo o sindicato. Os sinais positivos estão principalmente nas etapas anteriores às obras, como na preparação de terrenos. "Não seria nenhuma surpresa se voltássemos a ter resultados negativos nos próximos meses. O setor é uma consequência da economia, e ela só vai ter sustentação quando a reforma da Previdência for solucionada." (Folha de São Paulo, 17/11/17)

Casa Paulistana: projeto que tramitou por 5 anos é aprovado e vira lei – No dia 01 de novembro, foi sancionada a lei que institui o Programa Casa Paulistana na cidade de São Paulo. A proposta, que tramitava desde 2013, é uma versão municipal do Programa Casa Paulista, do governo do Estado, e que tem a intenção de aumentar o poder de compra dos servidores públicos do município que sonham em ter a casa própria. Segundo a medida, a concessão dos subsídios para a compra do imóvel será feita pelo Poder Executivo, por meio do Fundo Municipal de Habitação, em complemento à obtenção de crédito imobiliário oferecido pelos agentes financeiros conveniados, nas mesmas condições previstas no Programa Minha Casa, Minha Vida e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O benefício contempla tanto servidores ativos quanto aposentados, mas veta a participação de munícipes que já contam com atendimento habitacional pela Secretaria Municipal de Habitação, Companhia Metropolitana de Habitação – COHAB ou de outro agente promotor ou financeiro – e que o imóvel a receber proposta de financiamento habitacional deverá ser localizado em área urbana do município de São Paulo. Além dessas exigências feitas pelo agente financeiro, ainda será definido o valor máximo de renda familiar para ser contemplado pelo subsídio. A regulamentação da lei deve ocorrer até o início de janeiro de 2018. (SEDIN, 10/11/17)

CUB paulista registra alta em outubro - O Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil do Estado de São Paulo apresentou alta de 0,19% em outubro, comparado com o mês anterior. Em 12 meses a alta é de 2,27%. Calculado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o CUB é o índice utilizado para mostrar a variação dos custos mensais das construtoras. O CUB representativo (categoria R8-N) ficou em R$ 1.325,11/m² em outubro, sendo a sexta elevação seguida do indicador. Os custos médios com a mão de obra representaram 61,78% da composição do total, enquanto os materiais e despesas administrativas corresponderam a 34,99% e 3,23%, respectivamente. Nas obras em que foram consideradas a desoneração da folha de pagamento, o CUB teve alta de 0,21% na comparação com setembro, ficando em R$ 1226,98/m². Já e 12 meses, o crescimento foi de 2,16%. Na mesma ótica de comparação, a participação dos custos na mão de obra foi de 58,72%, materiais 37,79% e despesas administrativas de 3,48%. (Sinduscon-SP, 08/11/17)

Mapa digital de São Paulo passa a disponibilizar informações sobre bens tombados na cidade - A plataforma GeoSampa, mapa digital da cidade em formato aberto, mantido pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), passou a oferecer uma nova função aos usuários da plataforma desde o final do mês de outubro. A partir de agora o portal disponibiliza informações sobre bens tombados na cidade como a localização, áreas de preservação e dados correspondentes. A iniciativa é realizada em parceria com o Departamento do Patrimônio Histórico (DPH), da Secretaria Municipal de Cultura. O tombamento é um conjunto de ações realizadas pelo poder público com o objetivo de preservar, por meio de legislação específica, bens culturais de valor histórico, cultural, arquitetônico e ambiental, impedindo que venham a ser demolidos, destruídos ou mutilados. O tombamento pode ser aplicado a bens móveis e imóveis, tangíveis e intangíveis, assim como espaços públicos, bairros e conjuntos arquitetônicos. A definição e análise de bens a serem tombados são de responsabilidade do DPH e do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (CONPRESP), no âmbito da prefeitura de São Paulo. Esta camada do GeoSampa está em construção e deverá agregar outros conteúdos em breve como os perímetros envoltórios, isto é, a área de 300 metros no entorno do bem tombado. Hoje, já é possível acessar os dados de tombamento de mais de 3.000 imóveis e de áreas como as do Horto Florestal, Instituto Butantã, bairro do Bexiga, Jardim Europa, entre outras. Para acessar as informações, basta abrir o Mapa Digital da Cidade de São Paulo e selecionar o item “Legislação Urbana”. Escolha a categoria de Bens Protegidos. Feito isso, pode-se identificar entre os imóveis tombados, as manchas urbanas tombadas e os bairros ambientais da cidade. Até o fim do ano, novas categorias serão adicionadas. (SEC-SP, 10/11/17)

Futuro em construção - Morador do Morro dos Prazeres, Arthur Felizardo, de 20 anos, foi se despedir dos amigos americanos no Aeroporto do Galeão, na última quinta-feira. Fez questão de acompanhar os colegas estrangeiros, que voltaram para bairros da periferia de Boston, onde vivem, depois de trocar experiências pessoais e profissionais com jovens brasileiros da mesma origem social. O intercâmbio é parte do Programa Jovens Construtores, que capacita pessoas de comunidades carentes nas áreas de construção civil, elétrica e de telecomunicações. A formação vai além dos conhecimentos técnicos, e engloba noções sobre o mercado de trabalho e relações interpessoais. Uma nova turma tem início na próxima terça-feira, na Pavuna. "Mudei completamente a minha visão em relação aos americanos. Percebi que eles têm problemas semelhantes aos nossos, como discriminação racial, poucas oportunidades e violência", contou Arthur, por telefone, enquanto aguardava o embarque dos colegas. As aulas terão duração de cinco meses e irão capacitar 25 alunos em elétrica predial. Como acontece com todas as turmas do Programa Jovens Construtores, a prática começa na própria região em que moram os alunos. O programa de capacitação tem abrangência internacional e foi concebido pela organização americana YouthBuild. No Brasil, é aplicado pelo Centro de Promoção da Saúde (Cedaps), que conta com parceiros como o Senai, Ciee, Metrô Rio e Oi Futuro para tocar as turmas nas áreas carentes do Rio, onde o programa é implementado por instituições locais.  O Programa Jovens Construtores foi implantado no Brasil pelo Cedaps em 2010. Desde então, foram formados 320 jovens em 10 turmas, nas comunidades 29 de Março, em Campo Grande, no Alemão, no Morro dos Prazeres, no Borel, na Mangueira e na Cidade de Deus. (O Dia, 19/11/17)

Apartamento em Hong Kong é vendido por 71 milhões de dólares, um recorde na Ásia - Um comprador anônimo pagou 71 milhões de dólares, um recorde na Ásia, para comprar um apartamento em Hong Kong, onde a bolha imobiliária se tornou um grave problema social e político. O comprador pagou um total de 149,1 milhões de dólares por dois apartamentos de luxo de 370 metros quadrados cada um situados em um bairro de luxo no alto de uma montanha. O menor dos apartamentos custava 71,1 milhões de dólares, um preço recorde pelo metro quadrado na Ásia, segundo a agência Bloomberg. Em novembro, um arranha-céu neste território chinês foi vendido por mais de 5 bilhões de dólares. A grave crise imobiliária em Hong Kong está obrigando muitos pequenos comerciantes a fecharem as portas porque não conseguem pagar o aluguel e muitos moradores têm vivido em más condições. Quase 20% dos sete milhões de habitantes de Hong Kong vivem abaixo da linha de pobreza, segundo um estudo oficial publicado na semana passada. Os preços dispararam nos últimos anos em parte pela chegada de ricos investidores da China continental. (AFP, 21/11/17)