Curtas da Construção

Comissão do Senado rejeita projeto que regula o distrato - Considerada uma das propostas mais importantes em tramitação no Congresso Nacional, o projeto que regula o distrato no setor imobiliário foi rejeitado ontem, por 14 votos a 6, pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. (Valor, 11/07/18). Leia mais no Valor Econômico

Aprovação de regras para distratos está mais difícil - Aprovado na Câmara dos Deputados, o projeto que regula os distratos de imóveis está tendo mais dificuldades do que o esperado para avançar no Senado. Apesar do apoio explícito do governo à medida, a líder do MDB - partido do presidente Michel Temer -, Simone Tebet (MS), apontou vários dispositivos da proposta que considerou excessivamente benéficos às construtoras e prejudiciais ao consumidor. Por isso, Tebet apresentou 11 propostas de emendas ao texto. As sugestões da líder do MDB mudariam alguns dos principais pontos em discussão. A primeira emenda protocolada torna explícita a aplicação da lei no tempo, respeitando o regime jurídico de contratos assinados antes da publicação da nova legislação, se aprovada. (Valor, 09/07/18). Leia mais no Valor Econômico

Crédito com garantia em imóvel atrai 'fintech' - Oferecido no Brasil desde 2006, o crédito com garantia em imóveis, o chamado "home equity", pode ganhar novo salto com a entrada das start-ups financeiras ("fintechs") nesse mercado, que movimenta cerca de R$ 15 bilhões, dos quais 70% estão nas mãos dos bancos. As fintechs Bcredi, do grupo Barigui, Creditas e Cash Me, da Cyrela, começaram a oferecer essa modalidade de crédito, que funciona como uma linha de empréstimo pessoal ou de capital de giro para micro e pequenos empresas, com garantia em um imóvel. (Valor, 11/07/18). Leia mais no Valor Econômico

Even faz lançamento - A construtora Even lançou um empreendimento no segundo trimestre de 2018, com valor geral de vendas (VGV) de R$ 257,2 milhões, de acordo com prévia operacional divulgada ontem. A empresa não lançou nenhum empreendimento no mesmo período de 2017. Entre abril e junho deste ano, as vendas líquidas chegaram a R$ 329 milhões, aumento de 4,4% em relação ao montante do segundo trimestre de 2017. Os distratos somaram R$ 134 milhões no segundo trimestre, aumento de 4,7% em relação aos R$ 128 milhões registrados no mesmo período de 2017. (Valor, 11/07/18). Leia mais no Valor Econômico

EZTec e Parque da Cidade - A EZTec pretende lançar o projeto residencial do Parque da Cidade até março de 2019, segundo o Valor apurou. Há dois meses, a incorporadora comprou o projeto residencial da OR Empreendimentos e Participações - incorporadora do grupo Odebrecht - por R$ 90 milhões. Localizado na zona Sul da cidade de São Paulo, o ativo adquirido pela EZTec tem Valor Geral de Vendas (VGV) da ordem de R$ 500 milhões, de acordo com fontes, e é composto por duas torres de alto padrão. Na última semana, a escritura do projeto residencial passou da OR para a EZTec. (Valor, 10/07/18). Leia mais no Valor Econômico

Venda de cimento cai até junho e setor pode ter mais um ano negativo - O desempenho negativo das vendas internas de cimento no primeiro semestre já levam o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC) a esperar que a comercialização do insumo possa ter queda de 1% a 1,5% neste ano, projeção que será refinada no fim de julho. Se a retração se confirmar, será o quarto ano consecutivo de encolhimento do setor. (Valor, 11/07/18). Leia mais no Valor Econômico

TCU rejeita suspender acordo de leniência da Odebrecht - Em uma sessão esvaziada, o plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu nesta quarta-feira rejeitar o pedido de medida cautelar que suspenderia os efeitos do acordo de leniência firmado pela Odebrecht com a Controladoria-Geral da União (CGU) e com a Advocacia-Geral da União (AGU). (Valor, 11/07/18). Leia mais no Valor Econômico

Sem divisória - Pouco a pouco, o mercado imobiliário tem voltado a atrair investidores na cidade de São Paulo, especialmente no segmento de apartamentos compactos, como estúdios e unidades de um dormitório. Entre dezembro de 2017 e junho de 2018, os investidores representaram 70% dos adquirentes de imóveis com área de até 37 m², segundo dados da imobiliária Brasil Brokers. (O Estado de S. Paulo, 10/07/18)

Construtoras têm pior fase no RJ em dez anos - A construção pesada fluminense vive seu pior momento em mais de uma década. Em maio, o nível de emprego com carteira assinada ficou em torno de 64 mil postos de trabalho, patamar mais baixo em pelo menos desde 2006. Além da pressão decorrente da crise fiscal do Estado e da desaceleração econômica, a cidade sofre também as consequências do esgotamento do ciclo de grandes eventos esportivos (Copa e Olimpíada) que resultou em pesados investimentos públicos em infraestrutura.  (Valor, 10/07/18). Leia mais no Valor Econômico

Altas pontuais de preços de aluguel indicam melhora - A queda da vacância no mercado paulistano de locação de escritórios comerciais de alto padrão tem possibilitado redução dos descontos entre preços pedidos e fechados, aumentos pontuais nos valores propostos em prédios premium com baixa vacância e, nas revisões dos contratos de aluguel, interrupção das quedas ou mesmo início de altas isoladas em regiões com demanda elevada e pouca oferta. Os indícios de melhora do ambiente de negociação para proprietários começam a ser sentidos em regiões como Faria Lima, Paulista e parte da Vila Olímpia. (Valor, 10/07/18). Leia mais no Valor Econômico

Real desvalorizado torna compra de ativos atrativa - No mercado de compra e venda de escritórios comerciais, a desvalorização do real, nos últimos meses, tornou a aquisição de ativos mais atrativa para investidores internacionais. Mas, segundo fontes que acompanham o segmento, a indefinição política faz com que, ainda que o interesse de potenciais compradores se manifeste em conversas com proprietários de imóveis, a tomada de decisões de fechamento de negócios seja postergada, na maioria dos casos, para após as eleições de outubro. (Valor, 10/07/18). Leia mais no Valor Econômico

Fiador - As pequenas e médias empresas têm recorrido ao apoio de fundos garantidores para obter crédito na praça, uma vez que não dispõem de garantias reais suficientes, como imóveis. No primeiro semestre, o valor registrado por essa espécie de "fiador" na Desenvolve SP - Agência de Desenvolvimento Paulista saltou 179%, ultrapassando a marca dos R$ 100 milhões. Apoio 'tech'. A maior busca das pequenas aos fundos garantidores ocorre em meio ao crescimento das startups, principalmente do setor de tecnologia, que, por serem iniciantes, não detêm garantias suficientes para oferecer às instituições financeiras. Além disso, enfrentam uma seletividade maior por parte dos grandes bancos de varejo. (O Estado de S. Paulo, 10/07/18)

'Crescem barreiras para investir em infraestrutura' - Os obstáculos para o investimento em infraestrutura no Brasil aumentaram, avalia o economista Vinicius Carrasco, ex-diretor de Planejamento e Pesquisa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Embora considere que os retornos para a economia de se investir na área sejam "enormes", permitindo que usuários, financiadores, operadores e governo se beneficiem, Carrasco diz que a conjuntura o deixa pessimista quanto às perspectivas para a aplicação de recursos no setor. (Valor, 10/07/18). Leia mais no Valor Econômico

Construtoras negociam diretamente com prefeituras para driblar alta do asfalto - Construtoras têm negociado alternativas diretamente com administrações municipais e estaduais para contornar as altas no preço do asfalto, segundo entidades do setor. A Petrobras, responsável pelo fornecimento, passou a reajustar os valores mensalmente em maio, de acordo com sua nova política de preços para o petróleo. Os contratos das prestadoras de serviço com o poder público, porém, só podem ser alterados anualmente. "De outubro para cá tivemos uma elevação de 52%. Temos buscado uma maneira de realinhar esses custos", diz Carlos Eduardo Prado, gerente técnico do Sinicesp (sindicato da construção pesada). "Algumas prefeituras fornecem o material para as construtoras ou pagam o que é apresentado em notas fiscais. Sabem que, se nada for feito, as obras param." Uma proposta que reduz o prazo para o reajuste dos contratos começou a ser discutida com a União, mas as ne- gociações estão paradas, diz Emir Cadar Filho, presidente da Brasinfra (que reúne associações de infraestrutura). "As prefeituras têm sido mais ágeis que o governo federal. Muitas dão o reajuste logo após o da Petrobras." "Não há uma regra única, varia de lugar para lugar", afirma José Carlos Martins, da Cbic (câmara da construção). O setor se preocupa com a possível judicialização dessa solução no futuro por não ser uniforme, diz ele. A lei de licitações abre possibilidade para que os contratos sejam rediscutidos no caso de "fatos imprevisíveis, ou previsíveis porém de consequências incalculáveis". (Folha de S. Paulo, 09/j07/18)

Patrimônio Mundial da Unesco, Cais do Valongo pode perder o título - Um ano após ganhar o título de Patrimônio Mundial da Unesco, o Cais do Valongo realizou a tradicional lavagem do espaço ontem, em meio a um impasse. Por não ter cumprido as exigências como patrimônio, por parte da prefeitura e Ministério da Cultura, o Ministério Público Federal informou que o monumento histórico pode perder a qualificação do órgão internacional. (O Dia, 10/07/18)

Construção civil perde 1,5 milhão de empregos em apenas quatro anos - No 1º trimestre de 2014, a construção civil empregava mais de 8 milhões de pessoas, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua trimestral, do IBGE. Ao longo dos anos, as vagas foram diminuindo e, no mesmo período de 2018, já eram só 6,5 milhões de empregados. Enquanto outros setores já se recuperam, como o comércio - que já atinge o mesmo patamar de 4 anos atrás -, a construção teve queda de 22% nas oportunidades. O indicador de expectativa do número de empregados no setor para os próximos seis meses, medido pela Sondagem Indústria da Construção e divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), caiu de 50,1 para 48,1 pontos, entre junho de 2014 e junho de 2018. Quando o índice está abaixo dos 50 pontos, há indícios de queda da atividade e do emprego. (Extra, 09/07/11)

Fechamento da Toys 'R' Us afeta não só crianças, mas o mercado imobiliário - Após mais de 70 anos de existência, a última das 735 lojas da icônica rede de brinquedos Toys 'R' Us fechou suas portas na semana passada. Mas não são só as crianças, ou adultos saudosos, que vêm sentindo falta: os proprietários de imóveis comerciais também. Um levantamento mostra que o espaço de imóveis do varejo ocupado em 77 regiões metropolitanas dos Estados Unidos caiu em 350 mil metros quadrados no segundo trimestre, a maior queda desde 2009. Lojas que antes eram ocupadas pela empresa, que pediu concordata, ajudaram a levar a chamada taxa de vacância (relação ente os imóveis desocupados e o total) para 10,2%, acima dos 10% do primeiro trimestre e o maior nível desde 2014. "O fechamento das lojas da Toys 'R' Us teve mais impacto nas estatísticas do segundo trimestre que qualquer outro varejista em qualquer trimestre dos últimos nove anos", afirmou um dos autores do estudo, que levantou os dados de mais de 80 unidades da Toys 'R' Us. Apesar de todos os problemas, a Toys "R" Us, que fechou todas as lojas dos EUA porque não conseguiu se recuperar da falência, continuava sendo uma potência durante a época do Natal. No ano passado, a Toys "R" Us gerou US$ 6,5 bilhões em vendas nos EUA . (O Globo online, 10/07/18)l

IGP-M desacelera alta a 0,41% na 1ª prévia de julho, diz FGV - O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou a alta a 0,41 por cento na primeira prévia de julho, de 1,50 por cento no mesmo período do mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis. (Extra online, 11/07/18j)