Curtas da Construção

EZTec começará a operar no Minha Casa - A EZTec - incorporadora com atuação nas rendas média a alta - lança, neste mês, seu primeiro empreendimento enquadrado no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, com Valor Geral de Vendas (VGV) próprio de R$ 140 milhões e que terá a marca Fit Casa. A companhia, que apresentou R$ 220 milhões, por enquanto, projeta chegar ao fim do ano com total de lançamentos de cerca de R$ 800 milhões.  "Passadas as eleições, vamos viver um novo ciclo de euforia no setor. Há uma demanda reprimida por imóveis devido ao receio do que vai acontecer com a política e a economia", diz o diretor financeiro e de relações com investidores da EZTec, Emílio Fugazza. Essa expansão da demanda ocorrerá, inicialmente, no segmento de média-alta renda, na avaliação de Fugazza. Segundo ele, o aumento da procura por imóveis pela classe média tende a ocorrer à medida que a economia melhorar e o nível de emprego crescer. Já por imóveis do segmento econômico, continuou a haver demanda e crédito nos últimos anos, e os repasses para a Caixa Econômica Federal ocorrem na planta. (Valor, 08/10/18). Leia mais no Valor Econômico

União arrecada R$ 92 milhões com venda de imóveis - O governo vendeu até o momento 16 de imóveis da União neste ano, por R$ 92,4 milhões. O montante é 96% maior do que o angariado em 2017, quando foram vendidos 26 imóveis. O Ministério do Planejamento conseguiu repassar à iniciativa privada 43% das propriedades ofertadas. "Vender faz sentido, o Estado não precisa de imóveis para além daquilo que dá suporte a sua atividade. Além disso, os aluguéis estão baratos, a 0,3% do valor do bem ao mês", afirma Alberto Ajzental, da FGV. "Ter terrenos não costuma ser vantajoso, imobiliza verba e tem custos. No caso de um prédio, pode ser mais barato vendê-lo e pagar aluguel, se o gasto não exceder 10% do valor do imóvel ao ano", diz João Rocha Lima, da USP. Há um edital aberto até 19 de outubro, que oferece oito terrenos em Brasília avaliados em R$ 390 milhões em troca de um edifício de ao menos 14,7 milm ². (Folha de S. Paulo, 08/10/10)

Enfil pede recuperação judicial - Construtora voltada para a área de infraestrutura de saneamento e resíduos, a Enfil protocolou na noite de quinta-feira (4) pedido de recuperação judicial. A companhia negocia com seus credores uma dívida que ultrapassa os R$ 250 milhões. A Enfil atua principalmente em obras para sistemas de tratamento de água e efluentes industriais e sistemas de controle da poluição atmosférica. Além das operadoras públicas de saneamento, a companhia também tem grandes clientes industriais privados, como Klabin, CSN e Gerdau. Santander, Itaú e Bradesco concentram dívidas de R$ 85 milhões, R$ 60 milhões e R$ 35 milhões, respectivamente. O remanescente é devido principalmente a fornecedores e impostos. "Na situação de hoje, a companhia não tem margem para fazer o trabalho dela e ainda pagar os bancos", diz Duek. (Valor, 08/10/18). Leia mais no Valor Econômico

Debêntures já igualam BNDES em recursos para infraestrutura - A diferença no volume de emissões de debêntures de infraestrutura e os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o segmento tem diminuído substancialmente nos últimos dois anos. No ano passado, os recursos levantados com debêntures de infraestrutura representaram 34% do que o BNDES liberou. Neste ano até junho - último dado disponível -, essa proporção está em 99%. Em 2016, que até então tinha sido o ponto mais alto nessa relação, o nível foi de 16,4%. Em valores absolutos, os empréstimos do BNDES para infraestrutura somaram R$ 11 bilhões no ano até junho, enquanto as emissões de debêntures incentivadas, R$ 10,9 bilhões. Em 2017, os financiamentos do banco para essa área alcançaram R$ 26,8 bilhões, quase três vezes mais que os R$ 9,1 bilhões em emissões de debêntures de infraestrutura. (Valor, 08/10/18). Leia mais no Valor Econômico

Gafisa mexe na diretoria - A Gafisa tem novo chairman do conselho de administração, o acionista Mu Hak You. Com a destituição do diretor presidente Sandro Gamba, assume Ana Maria Recart, que acumulará financeiro e relações com investidores, no lugar de Carlos Eduardo Moraes Calheiros. (O Estado de S. Paulo, 07/10/18)

Caixa e BB concentram MCMV em faixas que misturam financiamento e subsídio - O programa Minha Casa, Minha Vida contratou, de janeiro até o fim de agosto, 381 mil unidades habitacionais no país. A meta do governo para o ano varia de 600 mil a 700 mil unidades habitacionais. O ministro das Cidades, Alexandre Baldy, explicou ao Valor que em setembro, fechamento de trimestre, foi um número recorde de contratações. Mas, os últimos três meses do ano costumam ser aquecidos para contratações, principalmente, de linhas do programa que contemplam uma mescla de subsídio e financiamento. Por instituição financeira, balanço divulgado pelo Ministério das Cidades, um pouco defasado em relação aos dados do ministro, mostra que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil contrataram mais de 319 mil unidades habitacionais no âmbito do MCMV, sendo que 78% das operações contam com algum tipo de financiamento, ou seja, com menos subsídios do governo federal. (Valor, 05/10/18). Leia mais no Valor Econômico

OAS cede 100% de fatia na Invepar a credores - Um dos maiores grupos de construção pesada do país antes do início da Operação Lava-Jato, a OAS está perto de concluir um de seus principais problemas e caminhar para o encerramento da recuperação judicial, pedida em 2015 para reestruturar aproximadamente R$ 10 bilhões em dívidas. A companhia encontrou uma solução para utilizar sua fatia na holding de concessões de infraestrutura Invepar para reduzir o seu pesado endividamento. O movimento acontece ao mesmo tempo que seus sócios recusaram mais uma proposta feita pelo controle da Invepar, desta vez uma segunda tentativa do fundo árabe Mubadala. Há aproximadamente um mês, a OAS concluiu uma reengenharia com parte dos credores que alongou parcialmente algumas dívidas e que possibilita a liquidação de quase a metade dos débitos. (Valor, 05/10/18). Leia mais no Valor Econômico

Empréstimo da Odebrecht - Os bancos Bradesco e Itaú Unibanco liberaram a segunda parcela do empréstimo de R$ 2,6 bilhões à Odebrecht, acertado no fim de maio para alongar dívidas da companhia que venciam no curto prazo. A segunda tranche do financiamento foi liberada por meio de uma emissão de debêntures de R$ 885 milhões pela Odebrecht Serviços e Participações (OSP) para maio de 2019, a um custo de 130% do CDI. Os papéis têm como garantia ações da Braskem. Segundo fontes, foi concluído nesta semana o trâmite para dar os papéis da petroquímica em alienação fiduciária aos bancos - condição necessária para a operação. (Valor, 05/10/18). Leia mais no Valor Econômico

Locação 100% digital - Incorporadoras e imobiliárias estão investindo cada vez mais em um procedimento de locação feito exclusivamente pela internet. Com o novo formato de assinatura, o futuro inquilino pode fechar o negócio a qualquer hora e em qualquer lugar, sem ter a necessidade de idas ao cartório. O processo pode ser feito pelo computador ou pelo smartphone. Durante o processo, o futuro locatário recebe um documento para confirmar as cláusulas e dados do contrato de locação e confirmação da assinatura. O QuintoAndar, por exemplo, começou a operar já no ambiente online. Assim que a proposta é aceita pelo proprietário e o inquilino passa pela análise de crédito, a empresa gera o contrato, que é encaminhado para as partes envolvidas na negociação. Uma vez assinado, o contrato é fechado."É um caminho sem volta, com a tecnologia facilitando e simplificando processos antes burocráticos", explica André Penha, cofundador da empresa. Mas esse novo modelo de negócio também atingiu em cheio as empresas tradicionais do setor. Desde o ano passado, contratos de aluguel firmados pela Administradora Renascença podem ser feitos apenas pela internet. Para Alexandre Parente, vice-presidente administrativo da empresa, o novo formato desburocratiza as negociações. "Dependendo do caso, a locação é validada em até 12 horas, além de não ter custo para os clientes", explica. A imobiliária Sawala também está investindo nesse cenário. "Já é uma realidade. Os clientes podem fazer o processo de forma gratuita", afirma Antonio Augusto Gonçalves, gerente jurídico da Sawala Imobiliária. Mesmo com as mudanças nas administradoras, o consumidor ainda pode optar pela assinatura convencional. Nesse formato, é preciso reconhecer o documento em cartório. Entretanto, os custos costumam ser mais elevados. (Meia Hora, 06/10/18)

Empresas oferecem condomínio grátis na venda de imóveis - O codomínio é a segunda despesa que mais pesa no orçamento de quem paga aluguel no Rio. Pesquisa do Sindicato da Habitação (Secovi Rio) revela que o custo com a taxa varia de 18% a 26% do total dos gastos com moradia em vários bairros da cidade. De olho nesse quadro, construtoras oferecem facilidades a quem pretende comprar imóvel próprio, como quitação do condomínio por um ano. Há ainda vantagens como Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) grátis e armários na cozinha, quartos e banheiros, entregues na compra da unidade. (O Dia, 06/10/18)

Uso de plataforma de aluguel de casas atrai melhor idade - O Airbnb, plataforma de aluguel de casas online, registrou aumento de 93% entre os usuários idosos brasileiros. A comparação feita foi entre setembro de 2017 e setembro deste ano. O comportamento no Brasil é maior que o da média mundial nessa faixa etária (66%). Os anfitriões brasileiros com 60 anos ou mais são os quem recebem as melhores avaliações dos hóspedes. Esse grupo concentra 85% das classificações com cinco estrelas. As mulheres predominam o perfil, com 57% de presença. (Diário do Grande ABC, 08/10/18)

Índice Nacional da Construção Civil fica com variação de 0,45% em setembro - O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE, mostrou variação de 0,45% em setembro, ficando 0,09 ponto percentual (p.p.) acima da taxa do agosto (0,36%). O acumulado no ano ficou em 3,48% e nos últimos doze meses em 4,33%, resultado acima dos 4,15% registrados nos doze meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2017 o índice foi 0,27%. Os dados são do IBGE e foram apresentados hoje. O custo nacional da construção por metro quadrado, que em agosto estava em R$ 1.099,01, passou para R$ 1.103,98 em setembro, sendo R$ 570,79 relativos aos materiais e R$ 533,19 à mão de obra. A parcela dos materiais apresentou variação de 0,68%, apresentando aumento tanto em relação ao mês anterior (0,57%), como em relação a setembro de 2017 (0,45%). Já o valor da mão de obra apresentou variação de 0,20%, aumentos de 0,07 ponto percentual em relação a agosto, e de 0,12 frente a setembro de 2017. Os acumulados no ano ficaram em 4,72% (materiais) e 2,20% (mão de obra). Já nos últimos doze meses, os acumulados ficaram em 5,78% (materiais) e 2,83% (mão de obra). Com índices positivos em todos os estados, a região Norte ficou com a maior variação em setembro, 0,79%. Nas demais regiões as taxas ficaram em: 0,54% (Nordeste), 0,38% (Sudeste), 0,30% (Sul) e 0,39% (Centro-Oeste). Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.091,98 (Norte); R$ 1.027,00 (Nordeste); R$ 1.156,05 (Sudeste); R$ 1.144,07 (Sul) e R$ 1.108,21 (Centro-Oeste). (Último Instante, 05/10/18)

Inflação da construção alcança 0,45% em setembro, aponta IBGE - A inflação medida pelo Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) foi de 0,45% em setembro, após alta de preços de 0,36% em agosto, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador acumula agora alta de 3,48% no ano e de 4,33% em 12 meses. O custo nacional da construção por metro quadrado foi de R$ 1.103,98, dos quais R$ 570,79 foram relativos aos materiais e R$ 533,19 relativos à mão de obra. Em agosto, esse custo nacional totalizava R$ 1.099,01. (Valor, 05/10/18). Leia mais no Valor Econômico

Condomínio representa quase 30% dos gastos com moradia - Uma pesquisa do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio) revela que enquanto o preço do aluguel residencial recua - o índice FipeZap mais recente revela queda de 5,74% em 12 meses - o valor do condomínio está em curva ascendente - as variações de janeiro a junho chegam a 4,5%, segundo o Secovi. Hoje, o valor dispensado com cota condominial representa até 26% do gasto mínimo com moradia, que inclui aluguel, condomínio, água, luz, gás e TV a cabo. Os dados do Secovi mostram ainda que a taxa de condomínio equivale de 30% a 50%, em média, do valor pago por aluguel. No Méier, por exemplo, se o aluguel é de R$ 1.165, o gasto com condomínio chega a R$ 569,25 - 48,84%. (Extra, 06/10/18)

Revestimentos em alta - Versáteis, coloridos e com design cada vez mais atrativo, os revestimentos conquistaram o público, deixando a categoria de coadjuvantes da decoração para ganhar o status de centro das atenções. A regra de usar o mesmo produto no chão e na parede já não existe mais. "Com as diversas opções do mercado, é muito comum ver um tipo de produto na parede e outro no chão, criando uma decoração personalizada", explica a arquiteta Francine Nuernberg. É possível inovar ainda mais, utilizando diferentes tipos de revestimentos em uma mesma superfície. No projeto da foto ao lado, foi usado um porcelanato cimentício misturado com revestimento hexagonal com aspecto de madeira. "Além de destacar o ambiente, a mistura das peças confere identidade ao projeto, que se torna único", explica a especialista. A arquiteta Marília Zimmermann sugere uma combinação de cores e formatos de revestimentos semelhantes. "Depois, é só soltar a imaginação e simular desenhos variados, brincando com as formas e as paginações", recomenda. Na lavanderia, o indicado é apostar na mescla de porcelanatos hexagonais, com cores e texturas de madeira e tons mais claros, como branco e creme. O mix entre os tons brancos e as peças amadeiradas deixam o ambiente suave e aconchegante. Para uma decoração sóbria, uma das opçõesqueestãoemaltaécombinar revestimentos que simulam tijolinhos com outros em formatos geométricos e em relevo. O estilo cai muito bem em sala de estar. Extra, 08/10/18)

Poupança tem entrada líquida de R$ 8,5 bi - A caderneta de poupança registrou uma captação líquida de R$ 8,542 bilhões em setembro. Em termos nominais, foi o maior valor para o mês da série do Banco Central (BC), que começa em 1995. Em setembro de 2017, os depósitos superaram as retiradas em R$ 3,653 bilhões. No ano, a poupança acumula captação líquida de R$ 25,502 bilhões até o mês passado. A poupança tem recuperado terreno desde o ano passado, favorecida pela redução da taxa básica Selic, que diminuiu a competitividade de outras aplicações conservadoras. Em 2017, a poupança, que é isenta de Imposto de Renda (IR), fechou o ano com ingresso líquido de R$ 17,126 bilhões, após registrar saques líquidos de R$ 40,701 bilhões em 2016. (Valor, 05/10/18). Leia mais no Valor Econômico

Poupança tem maior entrada de recursos em 24 anos, diz BC - A caderneta de poupança teve a maior captação de recursos para setembro desde o início da série histórica, iniciada em 1995. Os depósitos superaram os saques em R$ 8,541 bilhões no mês. Com o resultado, sobe para R$ 775,774 bilhões o total de recursos aplicados no investimento. Até agosto, estava em R$ 764,408 bilhões.  De janeiro a setembro, houve uma entrada líquida — descontada as retiradas — de R$ 25,501 bilhões na caderneta. É o melhor resultado para o investimento desde 2013, quando registrou captação líquida de R$ 48,947 bilhões.  Na legislação atual, a rentabilidade da poupança é calculada pela soma da taxa referencial (TR) com 70% da Selic, que atualmente está em 6,5% ao ano. Esse rendimento ocorre sempre que a taxa básica da economia está abaixo de 8,5% ao ano. Quando acima, o ganho é calculado pela soma da TR mais 0,5% ao mês. A poupança está sendo considerado um bom investimento porque pode trazer mais rentabilidade se comparada a alguns fundos, que cobram taxas de administração e imposto. (Correio Braziliense, 08/10/18)

Captação de fundos por meio de plataformas cresce no ano - A captação líquida de fundos de investimentos por meio de plataformas eletrônicas de gestoras e corretoras cresceu neste ano e deve continuar em expansão com o aumento da competição no segmento. De acordo com dados divulgados ontem pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a captação líquida do segmento que reúne as contas e ordens das plataformas eletrônicas sem identificar o tipo de investidor (se pessoa física, institucional ou empresa) alcançou R$ 39,7 bilhões no acumulado até o final de agosto de 2018. Esse montante representa um acréscimo de 12,78% em relação aos R$ 35,2 bilhões de aportes registrados em igual período de 2017. (DCI, 05/10/18)