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Sistema de gestão de RH em canteiro eleva
em 45% produtividade
Por Juliana Nakamura
Elevar e manter bons índices de produtividade no canteiro
de obras é uma das maiores preocupações que afligem as construtoras.
Em São Paulo, a Tibério encontrou uma alternativa para resolver
isso, empregando um modelo de gestão de RH ainda não utilizado
no setor. O projeto está sendo aplicado na construção de um
edifício residencial com 13 pavimentos, na zona leste da cidade
e, de acordo com o diretor da construtora, Carlos Tibério,
os resultados têm sido bastante positivos. "Até agora percebemos
um acréscimo de produtividade de 45%", diz. "Conseguimos recuperar
um atraso de 1 mês em um período de 2 meses", continua.
O sistema baseia-se na formação de células auto-geridas e
na motivação da mão-de-obra. São grupos formados por pedreiros
e serventes que recebem uma meta, no caso, concretar 3 lajes
a cada 21 dias. Para garantir que esse propósito fosse cumprido,
a cada semana era feita uma avaliação para verificar se os
objetivos parciais estavam sendo atingidos dentro das normas
de qualidade e segurança do trabalho.
Mestre de obras e engenheiros passam a ter outra importância
nesse modo de gestão de RH implantado pela Tibério: a de motivador.
Por esta razão, é concedido certo grau de autonomia ao grupo
que passa então a determinar sua dinâmica de trabalho. "São
eles que vão escolher quem vai fazer e como vai fazer", explica
Tibério. Assim, eles próprios se encarregam de administrar
seu tempo e fazer cobranças.
De acordo com a construtora, houve resistência por parte
de alguns funcionários que não acreditavam na idéia. Aliás,
motivação é um dos princípios fundamentais para eficácia do
processo. Por isso, a empresa passou a oferecer uma premiação,
que pode chegar a 10% do salário, pelo objetivo final cumprido.
"A recompensa é dada por um diretor da construtora, que vai
até a obra elogiar o trabalho e combinar novas metas", conta
o diretor. Ainda segundo ele, o maior incentivador não é,
porém, o dinheiro, mas a consciência da importância que cada
um passa a ter sobre o seu próprio trabalho. "Queremos que
eles entendam que eles estão erguendo um prédio, que tenham
orgulho do que estão fazendo", diz. "Isso se reflete no número
de atrasos e faltas que diminuiu consideravelmente", comenta.
Para a construtora, além de elevar a produtividade no canteiro,
o novo sistema agrega outras vantagens como a liberação do
engenheiro e do mestre de obras para outras atividades. Também
contribuiu para a redução do custo administrativo da construtora,
uma vez que a rotatividade diminuiu. "Conseguimos um salto
de produtividade com um investimento mínimo com palestras
e prêmios", diz Tibério. Ainda segundo ele, a construtora
pretende implantar esse sistema em outras obras. "Já estamos
estudando a viabilidade de implantação em uma obra muito maior.
Dessa vez, em um edifício de escritórios", conclui.
Fonte: NaObra.com
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