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Evento realizado pela Universidade Secovi
e pelo CTE terminou com noite de autógrafos
Em 19 de maio, na sede do Secovi-SP, foi lançado o
livro "Sistema de gestão para empresas de incorporação
imobiliária", de autoria do consultor do Centro
de Tecnologia de Edificações, Roberto de Souza,
com a colaboração dos engenheiros Hisae Gunji
e Josaphat Lopes Baía. Resultado de 14 meses de trabalho
com 15 empresas do setor, a publicação da "O
nome da Rosa" foi patrocinada pela Caixa Econômica
Federal e tem apoio da Universidade Secovi.
"O setor da construção civil e imobiliária
é carente de bibliografia. Ele convive com alta competitividade,
mudanças sociais e econômicas e fica, muitas
vezes, sem orientações científicas sobre
a atividade", enfatizou Roberto de Souza durante o evento
"Rumos da Incorporação Imobiliária
no Brasil", realizado na sede do Secovi-SP, antes da
noite de autógrafos.
Na oportunidade, o diretor de Parceiras e Apoio ao Desenvolvimento
Urbano da Caixa, Jorge Arraes, ressaltou a importância
do livro, que leva à qualidade de todo o processo construtivo.
"A industria imobiliária tem papel estratégico
na economia nacional, por seu dinamismo e sua capacidade de
gerar emprego e renda. Tendo de atender novas necessidades
habitacionais e manter-se inserida em um novo modelo econômico,
as empresas precisam buscar constantemente a qualidade. E
o objetivo da Caixa é ter, até o final deste
ano, cinco mil empresas qualificadas no PBQP-H (Programa Brasileiro
de Qualidade e Produtividade no Habitat)."
O diretor admitiu que os modelos atuais de financiamentos
necessitam de revisão, mas as mudanças devem
ser graduais, com cuidadosa reflexão dos papéis
dos agentes envolvidos. Nessa linha de tomada de consciência,
Arraes enumerou as faixas de renda e suas necessidades, como
criar subsídios para as famílias sem capacidade
de pagamento, desenvolver uma política complementar
para aquelas com capacidade parcial de pagamento, e fazer
chegar os recursos para as com capacidade plena de pagamento.
Ainda conforme Arraes, no Brasil são 4,6 milhões
de domicílios urbanos vagos, com grande concentração
nos centros urbanos. "Vamos reabilitar as unidades e
reapropriar os espaços." Superar os desafios de
garantir acesso à moradia de um número maior
de pessoas, incentivar o setor privado a atuar no segmento
de Habitação de Interesses Social (HIS), incentivar
a poupança, garantir a segurança jurídica
dos contratos, criar fundos garantidores e subsídios
sustentáveis são as metas do agente financeira.
"Mudanças de atitude devem ser efetivas e a Caixa,
como principal agente de fomento do setor, quer continuar
a trabalhar em parceria", finalizou Arraes.
Fonte: Site SECOVI
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