4º Seminário da Indústria Brasileira da Construção

"Moradia para Todos" é o lema do 4º Seminário da Indústria Brasileira da Construção ­ Construbusiness, que será realizado no dia 25 de junho na sede da Fiesp/Ciesp. A Comissão da Indústria da Construção (CIC) das Entidades vai apresentar uma proposta audaciosa, inovadora e de forte impacto social e econômico: "Habitação 1.0".

O segmento da Construção acredita que, com a união de toda a cadeia produtiva da construção e de outras entidades, sindicatos, federações e confederações, e com o apoio explícito do governo federal, é possível reduzir drasticamente o déficit de habitações brasileiro, estimado em seis milhões de unidades.

O 4º Construbusiness vai apresentar um documento com as propostas de solução política e construtiva de habitação de interesse social.

Habitação social com desenvolvimento sustentável

O 4º Construbusiness vai apresentar uma proposta concreta de solução construtiva e de política habitacional com soluções regionais, voltada à casa própria para a camada mais carente da população. O documento terá a seguinte estrutura:

- Destaca em sua apresentação a importância dos Construbusiness anteriores na implantação do Fórum de Competitividade da Cadeia Produtiva da Construção Civil.

- Relatos dos avanços mostrados por meio dos indicadores de qualidade e produtividade dos materiais, bem como da indústria da Construção Civil, considerando também os resultantes do PBQP-H.

- Propostas de processos construtivos industrializados com inovações tecnológicas, impactando custos competitivos e acessíveis à população de baixa renda, com a adoção de uma mini -reforma tributária setorial.

- Proposta de redução do tempo de tramitação dos documentos necessários para criação de um conjunto habitacional de interesse social e de infra-estrutura mínima, com inovações tecnológicas.

- Propostas de Desoneração, Financiamento, Incentivos, Contrapartida local e Contrapartida do Setor Empresarial.

A proposta da CIC e da cadeia produtiva da construção não é uma carta de intenções, afirma José Carlos de Oliveira Lima, vice-presidente da Fiesp e coordenador da Comissão da Indústria da Construção (CIC). "Não podemos mais adiar a solução desse problema. Moradia redistribui a renda, melhora a qualidade de vida, gera empregos diretos e indiretos, impostos e, desta forma, ataca a desigualdade social brasileira".

A idéia é promover um esforço em cada elo dessa cadeia, para adotar as tecnologias mais avançadas, com ganhos de produtividade, qualidade e preço. De parte do governo federal, parceiro da 4º Construbusiness, espera-se a concessão de incentivos financeiros, que tornem viáveis os financiamentos habitacionais para moradias com custo em torno de R$ 7 mil, explica Lima.

Para o presidente da Fiesp/Ciesp, Horacio Lafer Piva, o governo precisa criar condições favoráveis para que essas condições floresçam. Deve baixar a taxa básica de juros fixada pelo Banco Central. "Juros baixos significam mais casas para a família brasileira. O mesmo vale para a Reforma Tributária", salienta.

O Construbusiness tem forte impacto em produção, investimento, inflação, balança comercial e emprego, afirma o coordenador da CIC. "A construção é o segmento econômico que mais emprega no Brasil, é responsável por quase 14 milhões de empregos (para cada 100 diretos são gerados outros 285 indiretos). Representa cerca de 18% do Produto Interno Bruto do Brasil (US$ 99 bilhões, ou mais de R$ 200 bilhões)".

Fonte: Site Fiesp

 

Quinta, 17/5/2012