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Parceria estabelece projeto inovador
de especificação de materiais
Não
é de hoje que se fala em qualidade da construção.
Um dos mais importantes fatores que contribuem com essa questão
é, sem dúvida, o momento em que se especifica
os materiais. E qual especificador não sonha em tornar
essa tarefa rápida, funcional e sistematizada?
Pensando nisso, AsBEA, que vinha nos últimos dois
anos dedicando especial atenção a esta etapa
de trabalho, uniu-se ao Centro de Tecnologia de Edificações
(CTE), consultaria especializada no setor da construção,
e à empresa E-Construmarket, com experiência
em e-commerce, para lançar no mercado as Fichas Técnicas
de Produtos, uma ferramenta de padronização
e sistematização das informações
sobre os produtos das empresas sócio-colaboradoras.
"Faltava buscar ferramentas mais eficientes para viabilizar
a idéia. Constituímos parcerias com quem também
estava pensando o problema", comenta Henrique Cambiaghi,
presidente da ASBEA.
Segundo Márcio Mazza, diretor da ASBEA e coordenador
do projeto pela entidade, o objetivo é que os profissionais
que fazem especificação tenham garantido uma
forma padrão de trabalho realizada on-line. "Temos
de falar a mesma linguagem. Chegamos a um formato de ficha
que reunirá de modo preciso, confiável e isento
as informações técnicas dos produtos,
características de desempenho, normas aplicáveis
e recomendações de utilização",
explica. O trabalho em desenvolvimento poderá ser conferido
neste mês, em evento realizado pela ASBEA para apresentar
o projeto piloto. Este trará a especificação
de produtos de cerca de oito empresas que iniciaram o trabalho
com Mazza há cerca de um ano e que, na época,
contou com a colaboração dos arquitetos Olegário
Vasconcelos e Miriam Di Matteo.
A parceria ASBEA, CTE e E-Construmarket, iniciada no final
do ano passado, abriu novas perspectivas para o projeto já
que todos buscavam o mesmo objetivo: elevar a qualidade de
trabalho dos profissionais. Para Roberto de Souza, diretor
do CTE, além de qualidade os usuários ganharão
em agilidade. "A especificação é
o DNA do material. Tendo este trabalho padronizado todos saem
beneficiados, principalmente o cliente final. Ele terá
uma especificação correta e vai saber o que
está comprando, além de poder comparar de forma
adequada os produtos similares", acrescenta Mazza.
Para Selma Brait, representante de marketing da Armstrong
World do Brasil, essa ferramenta permitirá urna comparação
honesta, além de destacar as características
e benefícios dos produtos. "A especificação
sempre foi nossa prioridade", atesta.
Já
para Maria Elisa Miranda, supervisora de marketing da Placo
do Brasil, o projeto vai ao encontro de um trabalho realizado
pela empresa na geração de informações
adequadas ao mercado, atingindo especialmente os profissionais
dedicados à especificação de projetos.
"Teremos, sim, que adequar nosso site para atender os
profissionais de forma completa", planeja, enfatizando
a expectativa de que o projeto contribua com a profissionalização
do processo de especificação resgatando a responsabilidade
técnica do ato. As fichas são, portanto, um
importante serviço prestado às empresas sócio-colaboradoras
que as abrigarão em seus próprios sites. Mazza
e o CTE serão os responsáveis pela verificação
e parametrização das mesmas, cabendo a este
último a responsabilidade pela avaliação
final.
Movimento on-line
Este projeto, com enfoque na internet, é mais amplo
do que se imagina. Vai além do fato do arquiteto consultar,
pelos muitos sites de entrada - da ASBEA, do CTE e do E-Construmarket,
além de entidades do segmento - as fichas técnicas.
Segundo Jorge Alvarez, diretor da E-Construmarket, a Rede
AEC-Arquitetura, Engenharia e Construção, que
nasceu da parceria da ASBEA, CTE e E-Construmarket, tem o
objetivo de se consolidar como uma rede de websites, elevando
o relacionamento entre os agentes da cadeia produtiva, oferecendo
catálogos on-line e tornando de uso público
e gratuito o sistema de indexação de materiais,
equipamentos e serviços. "Vamos potencializar
a utilização da web na construção,
abrindo caminhos para a colaboração on-line
tanto na área de comércio eletrônico,
quanto na execução de projetos de obras e especificação
de produtos", diz Alvarez.
Há expectativas das fichas trazerem informações
sobre cerca de 30 mil itens. De acordo com Alvarez, que fará
a manutenção mensal das páginas na web,
50 mil nomes consultarão a Rede AEC de início.
"Este número aumentará paulatinamente com
a implementação da Rede", finaliza.
Fonte: Informativo AsBEA - abril 2003 - nº 82
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