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Entrevista com Ricardo Yazbek
O
CTE, no mês de julho, traz para todos os seus clientes
a entrevista com Ricardo Yazbek, da Construtora R.Yazbek,
falando sobre a sua experiência no SECOVI e em outras
entidades, como a sua empresa está organizada e também
qual a sua posição com relação
ao novo Plano Diretor da cidade de São Paulo.
1. Qual sua função hoje na R.YAZBEK?
Quais os cargos que você ocupou e ocupa nas entidades
de classe (Secovi, CBIC, etc.)?
Sou Diretor Presidente da R.YAZBEK DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO
.
Tenho atuado em várias entidades, principalmente às
dedicadas ao setor de construção civil e indústria
imobiliária.
Fui presidente do SECOVI -S.P. por 2 (duas) gestões,
de 1993 a 1998, sendo atualmente seu conselheiro. Fui também
vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria
da Construção (CBIC) e presidente da Comissão
da Indústria Imobiliária (C.I.I.), integrando
atualmente o Conselho Consultivo da mesma.
Além destes, sou também diretor da Federação
do Comércio do Estado de São Paulo e conselheiro
da Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil
( A .D.V.B.), entre outras atividades.
2. Qual o foco e o segmento de atuação
de mercado da RYAZBEK e qual sua estratégia competitiva?
Quantos empreendimentos já foram entregues e quantos
estão sendo construídos hoje?
Nosso foco de atuação consiste exclusivamente
no setor privado atuando no mercado imobiliário de
classe média alta para cima, como incorporadores e
construtores, nos segmentos residencial e comercial. Nossa
estratégia é de Diferenciação
do projeto e do produto, focado no atendimento ao cliente
e nos processos tecnológicos, buscando sempre consolidar
nossa empresa competitivamente e com sistema de gestão
em permanente aprimoramento.
Nesses seis anos da empresa entregamos 7 (sete) empreendimentos
e neste momento estão sendo construídos 4 (quatro)
edifícios e 1 (um) condomínio horizontal de
residências.
3. Quais as principais mudanças e desafios que
você identifica hoje e no futuro próximo no mercado
imobiliário?
Estamos passando por um momento de transição
no mercado imobiliário com ausência quase que
completa de crédito para o financiamento à produção,
influenciado pela renda da população estagnada,
provocando o efeito "ginástica" do setor,
para se adequar ao bolso do consumidor. Nos próximos
dias deverá ser anunciada uma importante medida para
melhorar o fluxo de recursos para o setor: o Conselho Monetário
Nacional, após inúmeras gestões do nosso
segmento junto ao Banco Central e ao Ministério da
Fazenda provavelmente baixará resolução
trazendo de volta para o setor os recursos do FCVS que não
estavam cumprindo o direcionamento da caderneta de poupança.
Isto representará algo em torno de 18 bilhões
de reais em 100 meses conforme cronograma de retorno, e sem
dúvida, são recursos suficientes para turbinar
a produção imobiliária.Com as recentes
mudanças no arcabouço institucional, ocorridas
nos últimos meses, associado as próximas medidas,
o nosso grande desafio será produzir cada vez mais
e melhor com custos acessíveis visando minimizar o
vergonhoso déficit habitacional existente no país,
verdadeira chaga social que precisa ser eliminada para construirmos
um país mais justo e com geração de mais
empregos.
4. Quais as ações que a RYazbek tem promovido
em sua gestão interna e em sua atuação
junto aos clientes para enfrentar essas mudanças e
desafios?
A R.YAZBEK está se preparando para obter a certificação
IS0 9000 versão 2000 como modo de cada vez mais se
capacitar para a busca da excelência nos seus segmentos
de atuação visando o atendimento a este cliente-consumidor
cada vez mais exigente, e ao mesmo tempo, preparando a governança
corporativa com vista a aproveitar as possíveis oportunidades
que o mercado imobiliário terá nos próximos
anos.
5. Sua participação na Comissão
Imobiliária da CBIC é intensa. O que é
o Seguro Garantia que a CBIC pretende lançar no mercado?
Como será seu funcionamento e os seus impactos no setor?
O selo CBIC de garantia imobiliária é um sistema
baseado no inglês NHBC que visa dar mais segurança
ao contratante ou comprador de produtos e serviços
da construção civil. Na Inglaterra o selo da
NHBC é utilizado em mais de 90% da atividade da construção.
O selo CBIC terá inicialmente como produto âncora
um seguro garantia de cumprimento de obrigações
visando dar cada vez mais segurança ao comprador de
imóveis na planta. A empresa e o empreendimento para
receberem o selo terão que se capacitar a uma série
de procedimentos, entre os quais contabilidade separada por
obra, o que dará a certeza ao consumidor de que aquele
imóvel por ele escolhido será terminado. Esperamos
que com essas novas garantias mais compradores sejam atraídos
para o mercado imobiliário ampliando os horizontes
de atuação do setor.
6. Como você avalia a proposta do novo Plano
Diretor que está sendo feita pela Prefeitura de São
Paulo? Quais pontos você vê como positivos e negativos?
O projeto de lei do Plano Diretor, enviado pela P.M.S.P.
à Câmara, continha vários pontos prejudiciais
à cidade e aos cidadãos, com visão nitidamente
arrecadatória. Um dos pontos mais combatidos por nós
se referia à introdução do conceito do
solo criado com coeficiente de aproveitamento básico
igual a 1(um) para a cidade inteira. Além de encarecer
o produto final imóvel, principalmente habitação,
se baseava na lógica da horizontalização
da cidade, no que resultaria levar infra-estrutura cada vez
mais longe com custos elevados para o poder público.
Somente países ricos podem se dar a esse luxo. Felizmente
após intensos debates e audiências públicas,
o relator do projeto na Câmara, vereador Nabil Bunduki,
apresentou seu substitutivo, melhorado em muito o projeto
original. O líder do governo José Mentor e o
vereador Domingos Dissei também ajudaram bastante na
elaboração do novo texto.
Sem dúvida São Paulo precisa de um novo Plano
Diretor com diretrizes para os próximos dez anos, que
contenha os instrumentos do Estatuto da Cidade e que contemple
a nova vocação da cidade voltada para os serviços,
para o turismo cultural e entretenimento e para polo de eventos,
congressos e convenções, consolidando-a como
o maior centro de negócios da América Latina.
7. Você é um dos principais líderes
empresariais do nosso setor. O que precisamos para ter nossas
necessidades e posições visualizadas e conhecidas
pela sociedade e pelas esferas governamentais?
É necessário e fundamental para o país
que a sociedade e os poderes constituídos entendam
perfeitamente o significado do setor para que ele possa cumprir
seu importante papel. Para tanto, criamos o "CONSTRUBUSINESS",
uma completa radiografia do macro setor da construção
que representa 18% do PIB brasileiro, exporta 3 (três)
vezes mais do que importa e gera mais de 13 milhões
de empregos diretos e indiretos, entre outros dados fantásticos.
Devidamente estimulado pode se tornar uma verdadeira locomotiva
para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.
Neste ano de eleições gerais estamos aproveitando
para relembrar e fixar estes dados e inúmeras outras
propostas, consolidadas em Documento Único entregue
aos 4 (quatro) principais candidatos à presidência
da República em evento realizado pela CBIC no mês
passado, em Brasília, com ampla repercussão
na imprensa. É um trabalho contínuo e diuturno
que vem sendo feito pelas lideranças e entidades do
setor, na certeza de que a Construção é
a Indústria do Bem Estar Humano.
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