INDICADOR DE CONSUMO DE ENERGIA

O selo Procel de Economia de Energia é administrado pela Eletrobrás para prover e dar visibilidade a produtos, serviços e edifícios que tenham eficiência no consumo de energia. Por meio de ensaios laboratorias e simulações de desempenho, mais de 20 tipos de produtos recebem um selo com o nome do programa. Criado pelo governo federal em 1993, o selo atualmente é bem conhecido em lâmpadas, eletrodomésticos, reatores, aquecimentos, solar e motores.

Em 2007, foi aprovada a regulamentação do Selo Procel Edifica, aplicável aos edifícios comercias, edifícios de serviços e edifícios públicos. A regulamentação explica em detalhes quais são os requisitos técnicos que devem ser atendidos no edifício, bem como os métodos para classificação quanto à eficiência energética. A partir de 2012, o selo passará a ter caráter obrigatório para edificações novas, por enquanto, o selo é vonluntário.

A classificação de um edifício no selo Procel Edifica varia de A (mais eficiente) a E (menos eficiente) e está relacionada com três fatores importantes para o consumo de energia :

1. Arquitetura do edifício: inclui aspectos como volumetria, existência de proteções     solares e caracterização dos materias utilizados nas fachadas;
2. Sistema de iluminação: inclui aspectos como escolha de lâmpadas e luminárias, controles     e rotinas de automoção e relação entre potência (W) e área construída (M²);
3. Sistema de condicionamento de ar: inclui aspectos como coeficiente de performance     dos equipamentos, ciclos economizadores e rotinas de automoção.

Maiores informações podem ser obtidas no site do Procel.

Indicador de Consumo de Energia
A influência da arquitetura do edifício na classificação do Selo Procel Edifica é feita por meio de equações matemáticas e envolve a análise de alguns parâmetros da envoltória do edifício, tais como, área de janela nas fachadas, tipo de vidro e a combinação com proteções solares.

Com base nos critérios estabelecidos na regulamentação, o CTE desenvolveu esta ferramenta que permite calcular o nível de eficiência energética da envoltória de uma edificação. A análise dos parâmetros de arquitetura pode ser feita por meio desta ferramenta, permitindo um estudo preliminar sobre o impacto de diferentes estratégias na classificação da envoltória de acordo com o Selo Procel Edifica.
Informações
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PERCENTUAL DE ÁREA DE ABERTURA NA FACHADA TOTAL (PAFT)

É calculado pela razão entre a soma das áreas de abertura envidraçada, ou com fechamento transparente ou translúcido, de cada fachada e a área total de fachada da edificação. Refere-se exclusivamente a aberturas em paredes verticais com inclinação superior a 60° em relação ao plano horizontal, tais como janelas tradicionais, portas de vidro ou sheds, mesmo sendo estes últimos localizados na cobertura. Exclui área externa de caixa d’água no cômputo da área de fachada, mas inclui a área da caixa de escada até o ponto mais alto da cobertura (cumeeira).
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FATOR SOLAR DOS VIDROS (FS)

Razão entre o ganho de calor que entra num ambiente através de uma abertura e a radiação solar incidente nesta mesma abertura. Inclui o calor radiante transmitido pelo vidro e a radiação solar absorvida, que é re-irradiada ou transmitida, por condução ou convecção, ao ambiente. O fator solar considerado será relativo a uma incidência de radiação solar ortogonal à abertura. A ISO 15099: 2003 e a ISO 9050: 2003 apresentam procedimentos de cálculos normalizados para o FS e outros índices de desempenho energético de vidros e janelas com panos envidraçados simples ou múltiplos e também algumas tipologias de proteções solares internas (ex. venezianas). A NFRC 201:2004 apresenta procedimentos e especificações técnicas normalizadas para aplicação de um método calorimétrico de medição de ganho de calor solar em janelas.
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ÂNGULO VERTICAL DE SOMBREAMENTO (AVS)

Ângulo formado entre 2 planos que contêm a base da abertura: O primeiro é o plano vertical na base da folha de vidro (ou material translúcido), O segundo plano é formado pela extremidade mais distante da proteção solar horizontal até a base da folha de vidro (ou material translúcido) Ângulos de sombreamento são os ângulos que determinam a obstrução à radiação solar gerada pela proteção solar nas aberturas. Na regulamentação são usados dois ângulos: ângulo vertical de sombreamento (referente a proteções horizontais) e ângulo horizontal de sombreamento (referente a proteções verticais).
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ÂNGULO HORIZONTAL DE SOMBREAMENTO (AHS)

Ângulo formado entre 2 planos verticais: o primeiro plano é o que contém a base da folha de vidro (ou material translúcido), o segundo plano é formado pela extremidade mais distante da proteção solar vertical e a extremidade oposta da base da folha de vidro (ou material translúcido) Ângulos de sombreamento são os ângulos que determinam a obstrução à radiação solar gerada pela proteção solar nas aberturas. Na regulamentação são usados dois ângulos: ângulo vertical de sombreamento (referente a proteções horizontais) e ângulo horizontal de sombreamento (referente a proteções verticais).