No dia 16 de dezembro de 2008, o McDonald’s inaugurou o primeiro restaurante sustentável da rede na América Latina, reunindo as práticas de sustentabilidade já adotadas em outros restaurantes da rede. Localizado no condomínio Riviera de São Lourenço, na cidade de Bertioga, litoral norte de São Paulo, o edifício é visível já da Rodovia Doutor Manuel Hyppolito Rego, caminho para quem se dirige às praias do município de São Sebastião.
Com orientação e coordenação do CTE, a Arcos Dourados, empresa máster franqueada do McDonald’s na América Latina, está agora pleiteando a certificação LEED® for New Construction do United States Green Building Council (USGBC) para este edifício. Esse sistema de certificação avalia e reconhece as soluções sustentáveis adotadas em novas construções para reduzir os impactos causados no meio ambiente pelo seu projeto, construção e uso.
Segundo o diretor de desenvolvimento e expansão do McDonald’s Brasil, Dorival Oliveira, “um dos fortes diferenciais deste projeto foi o investimento da empresa para a conscientização e educação ambiental dos visitantes. Os clientes terão a oportunidade de conhecer todos os conceitos de sustentabilidade por meio de uma tela touch screen instalada no restaurante. Além disso, foram disponibilizados painéis no salão, que descrevem tanto os materiais ecológicos utilizados no restaurante como o processo para a coleta seletiva de resíduos”.
Vale ressaltar que, com o Restaurante Ecológico, a empresa reafirma o compromisso mundial do McDonald’s com o meio ambiente e se coloca, uma vez mais, na vanguarda do que há de mais avançado em construção, operação e manutenção de restaurantes em todo o mundo.
Outro destaque do projeto está no uso do sistema de ventilação híbrida (ventilação mecânica + ventilação natural). Dentro e fora do restaurante estão espalhados diversos sensores que medem a temperatura, umidade e vento. Estes dispositivos fornecem informações para o sistema de automação do restaurante, que controla o acionamento do sistema de ar condicionado e a abertura das janelas do salão. Dependendo das condições internas e externas, o sistema de automação desliga os equipamentos de ar condicionado e permite a abertura das janelas superiores do salão para proporcionar a ventilação natural.
Para Cristina Umetsu, colaboradora da área de sustentabilidade e coordenadora deste projeto pelo CTE, “esta iniciativa e este processo de certificação mostram que grandes empresas, como o McDonald’s, estão conscientes dos problemas ambientais e já tomam atitudes para minimizar o impacto que seus negócios causam ao meio ambiente”.

Maquete digital do projeto do restaurante.

O restaurante construído e inaugurado em dezembro de 2008, na cidade de Bertioga, litoral norte de São Paulo.
Os diferenciais sustentáveis do edifício McDonald´s que possibilitam a certificação
Vizinhança
| • | Com o objetivo de minimizar os impactos de construção causados na vizinhança, foi elaborado e implantando um Plano de Prevenção de Poluição nas Atividades de Construção, com procedimentos para prevenir a dispersão de poeira para fora do canteiro de obras, garantir a limpeza das ruas próximas e evitar o carreamento do solo impregnado nos caminhões que entravam e saiam da obra. | |
| Para incentivar o uso de transporte alternativo e evitar o uso de veículos, melhorando o trânsito e o ar no local, foi instalado bicicletário com 15 vagas no estacionamento. | ![]() |
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| • | Foram utilizados materiais de cores claras em toda a área externa para evitar a formação de ilhas de calor e promover um ambiente mais agradável para os clientes. | |
| • | Quanto ao paisagismo, foram utilizadas somente espécies nativas ou adaptadas, com flores e frutos, com a intenção de promover a biodiversidade e reduzir o consumo de água. | |
| • | Toda iluminação externa foi projetada para evitar a poluição luminosa, de forma a reduzir a intensidade de luz no período noturno, não havendo luz direcionada para a abóboda celeste. Desta maneira, o restaurante não causa impacto na fauna e não incomoda a vizinhança. | |
Consumo de água
| • | A seleção das espécies nativas em conjunto com um sistema automatizado de irrigação e utilização de água de chuva eliminou o uso de água potável para o paisagismo. | |
| Todos os sanitários possuem dispositivos economizadores de água, tais como: bacias com duplo acionamento, mictórios com sensores de presença e torneiras com acionamento hidromecânico. O aproveitamento de água de chuva tratada para o sistema de descarga reduz o consumo de água potável para o empreendimento, reservando a água potável apenas para seu uso essencial. | ![]() |
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Consumo de energia
| • | O consumo de energia para a iluminação foi reduzido por meio da utilização de um sistema de iluminação (luminária + lâmpadas) eficiente. No salão e sob as coberturas atirantadas das áreas externas, é possível ver lâmpadas LED. |
| • | No salão interno existem sensores de luminância espalhados que medem a quantidade de luz natural disponível e controlam a iluminação artificial com o objetivo de economizar energia e ao mesmo tempo manter um ambiente confortável para os clientes do restaurante. |
| • | O projeto aproveita a ventilação natural no salão como forma de economizar energia. Sensores distribuídos dentro e fora do restaurante fazem leitura constante das condições internas e externas e enviam estas informações para o sistema de automação do restaurante. Este por sua vez, baseado nos dados fornecidos, toma a decisão de ligar ou desligar o equipamento de ar condicionado e abrir ou fechar as janelas superiores do salão. |
| • | Medição do consumo de energia setorizado por uso final (iluminação, equipamentos de cozinha, sistema de ar condicionado, etc.). Esta medida possibilita ao administrador controlar o consumo de energia e verificar se há desperdício em algum uso ou equipamento. |

| • | O edifício utiliza a energia solar para aquecimento de água e para a geração de energia elétrica. Ao chegar ao restaurante é possível visualizar os painéis de aquecimento solar e os painéis fotovoltaicos na cobertura. |
Materiais e recursos
| • | Durante a construção do restaurante, os resíduos de obra foram separados e destinados para a reciclagem. Desta forma, os aterros sanitários da região foram poupados, promovendo-se a indústria da reciclagem. | |
| • | Os materiais construtivos usados no restaurante foram cuidadosamente selecionados: uso de tijolo de demolição na fachada e nas áreas do salão; pastilha de fibra de coco e arroz na área interna do salão; cerâmica da área externa com conteúdo reciclado; madeira ecológica feita com plástico reciclado; cimento com escória de alto forno; estrutura da cobertura e caixilhos com metal reciclado; e tintas e produtos químicos sem cheiro. | |
| • | A maioria dos materiais utilizados na obra veio de uma distância de menos de 800 km da obra, reduzindo assim as emissões de gás carbônico geradas por transporte de material. | |
| O restaurante realiza a coleta seletiva dentro da cozinha e convida o cliente para que ele também faça a sua parte ao final das refeições. Há lixeiras recicláveis no salão interno e externo com um painel orientativo sobre o que deve ou não ser reciclado. | ![]() |
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Qualidade do ambiente interno para os clientes
| • | Com o objetivo de assegurar um ambiente saudável e agradável no restaurante, o fumo é totalmente proibido nas áreas internas e externas do restaurante. Placas orientativas estão espalhadas dentro e fora do restaurante. |
| • | Medidores de CO2 estão estrategicamente localizados dentro do salão interno, fazendo leituras constantes da concentração do poluente e informando o gerente sobre a qualidade interna do ar. |
| • | Durante a obra foi elaborado e implantado um Plano de Qualidade do Ar com procedimentos de limpeza constante de dutos de ar condicionado e armazenamento de materiais porosos, de forma a garantir um ambiente limpo e saudável para os clientes. |
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O aproveitamento de luz e ventilação natural torna o salão interno mais agradável e mantém o cliente mais próximo ao ambiente externo. |
Todos os cuidados tomados durante a fase de projeto e obra do restaurante visaram reduzir o impacto sobre o meio ambiente e proporcionar um ambiente mais agradável para o cliente.
É importante ressaltar que, para obter a certificação LEED®, é necessário que uma consultoria especializada acompanhe todas as etapas do empreendimento. O ideal é que este acompanhamento se inicie na fase do estudo preliminar de arquitetura, onde é elaborado todo o conceito do projeto, e continue até o término da construção, de forma que as estratégias propostas no projeto estejam garantidas e sejam corretamente executadas.

Painel descreve os materiais ecológicos e as tecnologias utilizadas no restaurante e pode ser acessado pelos clientes no salão.


O objetivo principal foi reduzir o impacto sobre o meio ambiente e proporcionar um ambiente agradável para o cliente.
Principais parceiros envolvidos no empreendimento McDonald´s de Bertioga
Grupo Arcos Dourados – Proprietário
CTE – Centro de Tecnologia de Edificações – Consultoria LEED
Todescan & Sciliano – Arquitetura
Enplatec – Construtora
Fundamentar – Projeto de ar condicionado
Gera – Projeto de elétrica e hidráulica
Cultivare – Paisagismo
Objeto de Luz – Projeto Luminotécnico
Honeywell – Projeto e instalação de automação
Gui Castagna Design Ecológico – Projeto de aproveitamento de águas pluviais
Outsource – Comissionamento
Trane – Equipamentos de ar condicionado
Solarterra – Placas fotovoltaicas
Itaim – Luminárias

A equipe do CTE realizou trabalho de educação ambiental com os funcionários do restaurante.


Com o Restaurante Ecológico, McDonald’s reafirma o compromisso mundial da empresa com o meio ambiente e se coloca, uma vez mais, na vanguarda do que há de mais avançado em construção, operação e manutenção de restaurantes em todo o mundo.
