Pela sua relevância e expressividade, o setor da construção tem grande responsabilidade diante de seus impactos ambientais, principalmente pelas atividades de fabricação de materiais, projeto, construção, uso e operação de edificações, empreendimentos e obras pesadas. Por seu papel econômico, tem também grande responsabilidade do ponto de vista social e econômico, pois é o maior gerador de empregos diretos e indiretos no país.
O Brasil vive um momento extremamente rico em oportunidades para as empresas da cadeia produtiva da construção que queiram se diferenciar e assumir práticas de sustentabilidade. Ou seja, as empresas da construção têm um enorme potencial para incluir as práticas socioambientais em sua gestão e operação, assumindo a sustentabilidade como uma questão de visão estratégica e decisão empresarial que resulta em ganhos tanto para a companhia quanto para clientes, comunidade, sociedade e gerações futuras.
Pensando nestas questões e na sustentabilidade incorporada à estratégia da empresa, que agrega as dimensões social e ambiental aos objetivos econômicos da organização, o CTE acaba de lançar o Programa de Sustentabilidade Corporativa.
Danusa Araújo do Nascimento, Gerente Técnica da Unidade de Projetos Especiais do CTE e responsável pelo Programa de Sustentabilidade Corporativa, comenta sobre a necessidade do desenvolvimento de um projeto de responsabilidade empresarial hoje nas empresas da construção:
“Um projeto de responsabilidade empresarial se desenvolve a partir da decisão da Alta Direção em ter esse compromisso como um valor estratégico para a empresa e seus negócios.
Alguns empresários da cadeia produtiva da construção já perceberam que não é possível manter o crescimento do seu negócio sem olhar para todos os aspectos sociais, ambientais e econômicos que estão envolvidos em seus processos, produtos e serviços. Esta visão tem se ampliado com a crise financeira que estamos vivendo e a implantação de práticas responsáveis em todos seus aspectos independe do porte da empresa.
A sustentabilidade corporativa hoje se apresenta como uma forma de assegurar o crescimento e desenvolvimento no longo prazo do negócio e ao mesmo tempo contribui para o desenvolvimento econômico, social e ambiental da organização e todas as partes envolvidas. Por isso, o CTE tem orientado as empresas para implantarem um Programa de Sustentabilidade Corporativa, liderado pela alta direção."

Danusa Araújo do Nascimento, responsável
pelo Programa de Sustentabilidade Corporativa,
recém-lançado pelo CTE
O Programa de Sustentabilidade Corporativa do CTE é estruturado para garantir que os conceitos de sustentabilidade sejam adotados evolutivamente, no ritmo adequado às características e recursos a serem disponibilizados pela empresa, e assim sejam difundidos para os diferentes níveis de gestão e produtos da empresa.
Assim, o programa está estruturado em quatro grandes fases (que podem ser observadas na figura que segue), conforme o grau de aprendizado e prioridade da organização.

Estas fases correspondem a uma visão de curto, médio e longo prazo, e caracterizam os cinco passos principais da implantação do Programa:
Primeiro passo: levantamento de informações, o que permite uma análise ampla da empresa, de sua estratégia, dos seus processos de trabalho e suas interfaces, da cultura interna e da estrutura de gestão existente, entre outros, verificando-se como a empresa está posicionada em termos de boas práticas de sustentabilidade.
Segundo passo: elaboração de um plano de ação para um escopo inicial do Programa, em função das prioridades da empresa. Este escopo envolve os processos corporativos e produtos, podendo abranger, dentre outras, questões relativas a aspectos ambientais de empreendimentos, projetos e obras, aspectos de responsabilidade social e aspectos de educação e sensibilização dos colaboradores.
Terceiro passo: efetiva implantação do Programa, o seu monitoramento e avaliação, de forma a corrigir desvios e promover ações de melhoria, assim como desenvolver ações de comunicação do Programa para os stakeholders (partes interessadas) da empresa, informando-os de que a empresa está em um caminho sustentável.
Quarto passo: após consolidação do escopo inicial, é a definição de uma nova fase – escopo intermediário – que novamente será implantada, monitorada e divulgada.
Quinto passo: definição e implantação do escopo avançado da sustentabilidade, em que a empresa atinge as diretrizes contidas nos referenciais de boas práticas de sustentabilidade existentes no mercado.
Neste movimento da sustentabilidade corporativa são também agregados valores como ética, transparência, comunicação e boas práticas de governança corporativa, e o CTE espera que o grande resultado para as empresas seja um diferencial focado no desenvolvimento sustentável e no compromisso com as gerações futuras.
Pra saber mais sobre este novo produto CTE, clique aqui.