SÃO PAULO-A Viver Incorporadora e Construtora apresentou um prejuízo líquido de R$ 42,9 milhões no segundo trimestre de 2012, saindo de um lucro líquido de R$ 10,3 milhões no mesmo período anterior. No primeiro semestre, a companhia registrou um prejuízo de R$ 64,7 milhões, ante lucro de R$ 18,5 milhões um ano antes.
A receita líquida da companhia caiu 42,3% entre abril e junho na comparação anual, passando de R$ 227,7 milhões em 2011 para R$ 131,4 milhões. No primeiro semestre, a receita somou R$ 321,9 milhões com queda de 21,4%.
Os custos da Viver totalizaram R$ 124,8 milhões no segundo trimestre, recuo de 28,3% na comparação anual. As despesas operacionais caíram 3,6% na mesma base, passando para R$ 33,2 milhões.
As despesas financeiras líquidas do período foram de R$ 12 milhões, ante o montante de R$ 3,5 milhões um ano antes.
Orçamento
A incorporadora registrou estouro de orçamento de R$ 17 milhões no segundo trimestre. Na avaliação do diretor de relações com investidores da companhia, Guido Lemos, “é possível” que novas revisões de custos ocorram nos próximos trimestres, à medida que há volume expressivo de projetos chegando à fase de conclusão.
A incorporadora terceiriza o acabamento dos imóveis para pequenas empreiteiras e tem enfrentado problemas de qualidade de mão de obra nessa etapa da construção, de acordo com Lemos.
A revisão de custos foi uma das razões para a margem bruta da companhia ter caído de 23,5% no segundo trimestre do ano passado para 5% no intervalo de abril a junho de 2012. Outra causa da queda da margem foram os distratos (ruptura de contratos de venda de imóveis). Os distratos somaram R$ 97,5 milhões, sendo que 43% foram revendidos no mesmo período.
A companhia está negociando a venda de terrenos que possui no projeto Lagoa dos Ingleses, em Nova Lima (MG), com o objetivo de fazer caixa. Atualmente, as áreas da Viver na Lagoa dos Ingleses correspondem a 50% Valor Geral de Vendas (VGV) do banco de terrenos da companhia.